segunda-feira, 20 de julho de 2009

XIV Bienal do Livro : Obras selecionadas

Divulgação: Aristóteles Berino (aristotelesberino@yahoo.com.br), em 20/07/2009

Obras selecionadas para participarem no estande do Sinpro-Rio na XIV Bienal do Livro

Em ordem alfabética:

1) A casa bem-assombrada - Luiz Fernando Abreu Araújo

2) A economia política da diferença - Aristóteles de Paula Berino

3) A magia da matemática: atividades investigativas, curiosidades e histórias da matemática - Ilydio Pereira de Sá

4) A menina que viu o mar - Catia Cilene de Paula Affonso

5) Antonio Fraga: personagem de si mesmo - Maria Célia Barbosa Reis da Silva

6) Com rima vai bem, sem rima também - Kátia Vieira Silva e Lindalva de Barros Rathke

7) Contos e fatos vividos e ouvidos por um suburbano - Osmir Pereira

8) Curso de teoria geral do estado - Lier Pires Ferreira Júnior

9) Doze mulheres contam - Sônia Maria da Silva Moura

10) Letramento: uma prática em busca da (re)leitura do mundo - Jaqueline Luzia da Silva

11) Manifestos políticos do Brasil contemporâneo - Lincoln de Abreu Penna

12) Metodologia da Pesquisa Científica; como uma monografia pode abrir o horizonte do conhecimento - Albenides Ramos de Souza

13) O samba-enredo visita a História do Brasil - Luiz Sergio Dias e Rubim Santos Leão de Aquino

14) O universo do corpo: masculinidades e feminilidades - Elaine Romero

15) Olímpica mitologia - José Maria Dias da Silva

16) Papai...mamãe...o que é ética? - Cayo Marcus Lames Silva

17) Pessoas, palavras e valores: elos em construção - Samanta Obadia

18) Pororoca - artes visuais e textos - Alexandre Damiano Junior

19) Sonhar não é proibido: os sonhos de uma nova escola e de um novo professor - Sérgio Pinto Magalhães

20) Tudo o que você faz diariamente tem a ver com... química! - Mariza Magalhães



http://www.sinpro-rio.org.br/

5 comentários:

Aristóteles disse...

Caro Roit,

Obrigado pela divulgação. A economia política da diferença trata-se da minha tese de doutorado, publicada pela ed. Cortez.

Aproveito e envio o resumo para um maior conhecimento do trabalho:

Os debates na educação hoje destacam a importância do reconhecimento da diferença nas escolas. Também o Estado, através das políticas públicas demonstra interesse pela questão. Neste trabalho discutimos como as políticas para o currículo na rede pública municipal do Rio de Janeiro estabelecem uma relação entre a elaboração pedagógica do reconhecimento da diferença com o problema das condutas e da regulação da vida na cidade. O bom governo da cidade exige localizações identitárias claras, bem delimitadas, e configuradas desta forma, onde as identidades culturais poderão realizar suas naturezas. Como política de localização, o elogio à diferença presente em um programa curricular multicultural constitui uma estratégia para regular os conflitos identitários na cidade. Uma essencialização do sujeito e da diferença fabrica identidades acomodadas a uma determinada noção de ordem pública e paz na cidade. Nossa análise incide sobre a implementação do Núcleo Curricular Básico Multieducação, atual projeto pedagógico para as escolas da rede no município. Um importante instrumento de análise é o conceito de governamentalidade de Michel Foucault. Conceito que nos permite considerar como o poder é alcançado não apenas como uma relação de força, mas também como um trabalho comum, produzido com as pessoas. Um trabalho de condução da vida que investe na possibilidade de uma partilha de interesses e motivos. Neste caso, a ação educativa do reconhecimento da diferença apropria-se das lutas políticas e sociais de caráter identitário com a perspectiva de dirigir a ação destes movimentos, dissipando seus embates. Acreditamos que as contradições e paradoxos presentes no cotidiano da vida social podem nos legar instrumentos de análise problematizadores do mapeamento neutralizador dos conflitos inerentes à construção política da identidade. Estar atento a estes mapas e ao estado de guerra subterrâneo às suas linhas talvez seja uma contribuição relevante para a formação dos professores.

Aristóteles Berino

Roit disse...

Este espaço é pra gente, mesmo!!!
Vc mesmo pode postar quando quiser que só vai enriquecer o nosso blog.

Agora, amigão, como vc tocou em algo que tenho estudado, esclareça, pf.

"Uma essencialização do sujeito e da diferença fabrica identidades acomodadas a uma determinada noção de ordem pública e paz na cidade."

1)Isto tem a ver com a categoria de violência simbólica de Bordieu ?
2)Seu fundamento para "identidade" é o de Stewart-Hall ou outro ?

Roit

Aristóteles disse...

Roit,

Talvez Bourdieu pudesse ser lembrando também nessa discussão, mas não fiz essa escolha. Não trabalhei com ele na minha tese. Mas em relação ao Stuart Hall a resposta é afirmativa. É um autor que considerei na minha análise e concepção crítica de identidade vista como essência. Penso, com Hall, que as identidades são resultado do contato, da troca e da mistura. E assim devem ser consideradas. No entanto esse, digamos, aspecto frouxo das identidades é um problema para o Estado, que precisa saber quem é quem, com a nitidez que supõe o olhar policial, de governo.

O desafio, penso, é analisar as políticas identitárias para a educação, de um lado considerando as lutas por reconhecimento, mas também verificando a governamentalização das identidades, prática apaziguadora das lutas e muito conveniente para alguns professores universitários que assim se tornam em intelectuais do Estado, das políticas de governamentalização, disfarçadas de avanços sociais...

Abraço,

Aristóteles

Roit disse...

Amigo, interessante a leitura que Bordieu faz de Max Weber, sobre a gestão de conflitos na burocracia estatal. Bordieu (2005) lembra a obra de Weber (1956) em que se apresentam as categorias de "agentes politicamente ativos e os passivos" o que vai nos permitir identificar os tais profissionais engajados em lutas pela categoria e aqueles que almejam cargos de confiança. Além disto, a análise da atuação política do funcionalismo x servidor, sob o policiamento estatal, que vc descreve é ponto apresentado, anteriormente a Bordieu por Merton (Sociologia da Burocracia, 1978)em que esclarece:
1) a autoridade, ou seja, o poder de controle que tem sua origem em um um stats reconhecido, é inerente ao cargo e não à pessoa que o desempenha (p. 107)
2) a formalidade facilita os contatos entre os funcionários nos caos em que haja atritos pessoais entre eles (p. 108)e impedem que
3)sentimentos agressivos se transformem em atos de violência.
É Weber (1963) que apresenta os conceitos de autoridade legal fundamentados nos "rituais" e na "sacralização" dos símbolos inerentes ao desempenho (e aceitação) dos cargos burocráticos.

Aristóteles disse...

Caro Roit,

Obrigado pelos comentários. Vou guardar a lembrança que fez de Weber para quando eu retornar a essa discussão.

Abraço,

Aristóteles

Paulo Freire

"Ensinar exige reconhecer que a educação é ideológica."

(Pedagogia da autonomia)