quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

RECOMEÇAR

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Baronais

Baronais

http://www.slide.com/mscd?bnc=bnc&pxcid=eAGw65LzsEwE0-6M3UD5tADnwNH6yLmr7dcxnf3CckxAu4-tmJcPX2ybXMecGo9w&nc=1

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Revolução Receitada

Lembrei deste texto por outra mensagem. Sempre vale a pena recordar a bela criação de um grande escritor sobre essa época que simboliza a revolução que com toda a certeza sonhamos. Abraços e beijos, Sérgio.

"RECEITA DE ANO NOVO

Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor de arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação como todo o tempo já vivido
(mal vivido ou talvez sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser, novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?).
Não precisa fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar de arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto da esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um ano-novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo de novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre."

Carlos Drumond de Andrade

domingo, 14 de dezembro de 2008

Veja: Aprovar ou Reprovar em debate

Reproduzo abaixo um artigo do autor citado que foi publicado na edição da Veja desta semana. Como o teor pretende associar uma pesquisa recente com a discussão sobre reprovação e aprovação achei bastante ilustrativo para nossos debates nos COCs desta semana pois demonstram bem explicitamente a razão mais intensa para a maioria das iniciativas governamentais relacionadas a pedagogia ciclada: aumentar a qualidade educacional enquanto diminui a quantidade de recursos gastos na educação, ou seja, um paradoxo completo que tem no texto abaixo um esforço demonstrativo desta racionalidade. Novamente vale a pena ler mesmo com maior ou menor grau de discordância pois ajuda a entender a mente tecnocrata dos dirigentes educacionais. Abraços, Sérgio.

Claudio de Moura Castro - "Aprovar quem não aprendeu?
O medo da repetência leva o aluno de classe média a estudar, para evitar os castigos. Nas famílias mais modestas não há medo nem pressão para que os filhos estudem"
Para chamar atenção sobre pesquisas irrelevantes, um bando de gaiatos de Harvard criou o prêmio Ignobel (um brasileiro já foi agraciado, por estudar o impacto dos tatus na arqueologia). De fato, esse é um problema clássico da academia. Como às vezes aparecem descobertas de valor na enxurrada de idéias que parecem bobas, todos se acham no direito de defender as suas. Diante disso, é reconfortante encontrar pesquisas colimando assuntos palpitantes e com resultados precisos e definitivos. Esse é o caso da tese de Luciana Luz, orientada pelo professor Rios Neto (UFMG), que examinou um problema fundamental: no fim do ano, o que fazer com um aluno que não aprendeu o suficiente? Dar bomba, para que repita o ano? Ou deixá-lo passar? O uso de dados longitudinais permitiu grande precisão na análise. A autora tratou os números com cuidado e sofisticação estatística. O cuidado aumenta a confiança nos resultados. Mas a sofisticação impossibilita que se faça aqui uma explicação acessível da análise estatística.
Contudo, a interpretação das conclusões é clara. A tese permite comparar um aluno que repetiu o ano por não saber a matéria com outro que foi aprovado em condições similares. Os números mostram com meridiana precisão: um ano depois, os repetentes aprenderam menos do que alunos aprovados sem saber o bastante. Tudo o que se diga sobre o assunto não pode ignorar o significado desses dados, que, aliás, corroboram o que foi encontrado pelo professor Naércio Menezes e por pesquisadores de outros países.
Ao que parece, para os repetentes, é a mesma chatice do ano anterior, somada à frustração e à auto-estima chamuscada. Andemos mais além da tese. Não reprovando, a nação economiza recursos, pois, com a repetência, o estado paga a conta duas vezes. E, como sabemos por meio de muitos estudos, os repetentes correm muito mais risco de uma evasão futura. Logo, ganha-se de três lados. Como a "pedagogia da reprovação" não funciona, a "promoção automática" é um mal menor.
Ilustração Atômica Studio
A história não acaba aqui. A angústia de decidir se devemos aprovar quem não sabe torna-se assunto secundário, diante da constatação de que o aluno não aprendeu. Esse é o drama mais brutal do ensino brasileiro. Por isso, a discussão está fora de foco. Precisamos fazer com que os alunos aprendam. De resto, não faltam idéias nos países onde a educação dá certo. Por exemplo, na Finlândia – e mesmo no Uruguai – há professores cuja tarefa é dar uma atenção especial aos mais fracos. Por que se digladiam todos contra a "promoção automática", quando a verdadeira chaga é o fraco aprendizado? De fato, há uma razão. Grosso modo, três quartos da população brasileira é definida como de "classe baixa". Dada essa enorme participação, o que é verdade para seus membros é verdade para o Brasil como um todo. Mas há os 20% de classe média e alta. Para esses pimpolhos, a situação é diferente. Famílias de classe baixa são fatalistas, assistem passivamente à reprovação dos seus filhos. Se não aprenderam a lição, é porque "sua cabeça não dá". Já na classe média a regra é outra. Levou bomba? Antes zunia a vara de marmelo, depois veio o confisco da bola, da bicicleta ou do iPhone. Santo remédio!
Reina a "pedagogia do medo da repetência". Essa é a arma dos pais para que o filho se mantenha por longo tempo colado à cadeira e com os olhos no livro. Cá entre nós, eu estudava por medo da bomba. É também a ameaça da bomba que permite aos professores forçar os alunos a estudar. Sem ela, sentem-se impotentes. Portanto, estamos diante de um dilema. O medo da repetência leva a minoria de classe média a estudar, para evitar os castigos. Pode não ser a pedagogia ideal, mas ruim não é. Já nas famílias mais modestas não há medo nem pressão para que os filhos estudem. O que há são as bombas caindo do céu e criando repetência abundante e disfuncional. Pouquíssimos países no mundo têm níveis tão altos de repetência como o nosso. Ao contrário de outros dilemas, esse tem solução clara, ainda que difícil. Basta melhorar a qualidade da educação para todos."

sábado, 13 de dezembro de 2008

CONVITE PARA PESSOAS ESPECIAIS !!!

Oi, como vai?!
Somos do Pré-vestibular Comunitário de Sepetiba, onde atendemos cerca de 45 alunos, auxiliando-os para que tenham as mesmas oportunidades de serem aprovados no vestibular para Universidades Públicas gratuitas e de qualidade, que indivíduos de classes favorecidas economicamente.
Para isso necessitamos da colaboração de pessoas que têm ou tiveram a oportunidade de estudar, pois essas são pessoas privilegiadas, pois a percentagem de indivíduos que chegam as Universidades, é menor que 5% do total da população.
Enquanto estamos desfrutando do nosso ensino superior, milhares de pessoas não têm nem as sua necessidades básicas atendidas.
Por isso lhe faço o convite de participar de nossa reunião no próximo dia 20, 10h, no Centro Comunitário Santo Expedito e São Vicente de Paulo, rua Dr. Ari Chagas, 300 (rua do canal) Sepetiba.
Desde já agradecemos!!!
Diego (3317-8728) e Ana Paula (9485-4709).

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Amigos do Barão: C.E. Barão do Rio Branco

O link abaixo abre uma interessante matéria publicada pelo jornal "O Globo" sobre um livro recentemente publicado. A tese do branqueamento progressivo da escola pública entre seus professores e alunos, ao longo das primeiras décadas do século XX, renova a necessidade de aprofundar o debate e a pesquisa sobre como a educação foi afetada pela ideologia racista daquele tempo. Abraços. Sérgio.

http://oglobo.globo.com/educacao/mat/2008/12/04/livro_resgata_as_primeiras_imagens_de_professores_alunos_negros-586844242.asp

domingo, 7 de dezembro de 2008

C.E. Barão do Rio Branco

Rir é o melhor remédio III


Me disseram que esta é "pra fazer um pedido na virada do ano".
Só que, pra variar, como continuo sem entender estas piadinhas, por favor, clique na imagem e me explique a graça.
Rοiτ®

Veja e os professores

Revista Forum, out.2008, pág. 4. Publisher Brasil Ltda, São Paulo, SP.

sábado, 6 de dezembro de 2008

Presente de Natal: doe sangue !

De tudo, ficou a sensação muito boa de oferecer ajuda com uma coisa que vem de dentro de mim: não comprei, não recebi como salário, não tirei do banco, nem do armário, nada. Apenas deixei que retirassem de mim mesma.
(Tati Martins)

Clique na foto para ler o texto completo








sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Olá amigos!

Aqui está mais um portal para os vestibulandos e professores interessados neste projeto social: nossa comunidade no orkut!

http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=46957801

Tudo o que quisermos perguntar, reclamar, discutir e expor...

Vamos nos expressar, em prol de todos!

Abraços!

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Charges

Preciso de charges sobre educação. Quem poder me ajudar enviar para o meu e-mail. Bjs

Voluntariado do HEMORIO

Os voluntários da AVH (Associação de Voluntários do Hemorio) são pessoas que independente de possuir ou não formação em diferentes áreas do conhecimento técnico-científico ou espiritual contribuem para o bem estar do paciente e de seus acompanhantes e doadores de sangue, através de ações culturais, recreativas, educativas ou espirituais. Os voluntários promovem ações que contribuem para o processo de humanização do atendimento prestado pelo HEMORIO.

CLIQUE AQUI E CONHEÇA O HEMORIO

sábado, 29 de novembro de 2008

Haikais do Luciano

I. "Quem pensa em si mesmo, ora anda, pára, se perde ou dorme
mas com seu amigo morrendo: você corre!"

II. "Olhei a folha no chão, nela o mesmo desenho de uma árvore
e no céu o sol: meu coração."


III. "O essencial da vela não é a cera que queima, mas a luz que liberta."

Veja:
Fotos do Luciano
Contato: artelucianomoraes@hotmail.com

O Zen e a arte do haikai

Clique na imagem para sortear um haikai

"O Haikai é uma pequena poesia com métrica e molde orientais, surgida no século XVI, muito difundida no Japão e vem se espalhando por todo o mundo durante este século. Possui uma longa história que retoma a filosofia espiritualista e o simbolismo Taoista dos místicos orientais e mestres Zen-budistas que expressam muito de seus pensamentos na forma de mitos, símbolos, paradoxos e imagens poéticas. Isto se deve à tentativa de transcender a limitação imposta pela linguagem usual e pensamento linear e científico que trata a natureza e o proprio ser humano como máquina. Na filosofia Zen, assim como no Haikai, é necessario ter introspeção e análise mais profunda fazendo-se perceber e descobrir curiosos e belos fatos naturais que de outra forma passariam despercebidos. O objetivo é capturar a essência do local numa poesia contemplativa e descritiva com grande valorização nos contrastes, na transformação e dinâmica, na cor, nas estações do ano, na união com a natureza, no que é momentâneo versus o que é eterno (ruptura do contínuo) e no elemento de surpresa.
É uma forma extremamente concisa de poesia que "gira" em torno de uma série bem definida de regras, mas nem sempre obedece sua forma original, podendo ser adaptada para diversas circunstâncias. Assim, existem poemas baseados em apenas algumas das características do Haikai:
Poesia de três linhas e 17 sílabas normalmente distribuídas na forma 5, 7 e 5 sílabas respectivamente em cada linha.
Assim como o "click" de uma máquina fotográfica, deve registrar ou indicar um momento, sensação, impressão ou drama de um fato específico da natureza. É aproximadamente a imagem de um "flash" ou resultado de um "insight" (=visualização/iluminação), cercado de pureza, simplicidade e sinceridade.
Não costuma haver posicionamento do poeta, pois é preferencialmente uma descrição do presente evitando comparações ou conceitos do tipo "isso é belo (ou feio), etc", evitando o aparecimento das fraquezas do ser humano perante a natureza.
Mais que inspiração, é preciso meditação, esforço e principalmente percepção para a composição de um verdadeiro Haikai." (Rodrigo A. Siqueira)

Leia aqui o artigo completo: O Zen e a Arte do Haikai.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Tropeços - a graça e a lógica de certos enganos da fala



Quem de nós já não ouviu piada semelhante?


Policial para o motorista:

- teje preso!

Ele responde:

- NÃO TEJO !

Agora, quando não é piada é que fica "complicado"...

Alguém, ao se perceber “tropeçando” na língua, começou a desfiar um enorme rosário de explicações gramaticais para aquilo que ele considerou um verdadeiro pecado contra o Santo Idioma Nosso de Cada Dia. E aí que me lembrei de um texto que falava exatamente sobre isso e que vale à pena ser lido, principalmente, por seu estilo.

Afinal de contas, apesar de que tanta gente fala que língua oral pouco tem a ver com a língua escrita, a gente costuma ficar sem graça quando se percebe cair nestas armadilhas.

O que fazer, então?
Tentar se explicar
Fingir que nem cometeu o tal erro...
Corrigir a própria gramática
Apresentar razões que a própria razão desconhece
Pedir desculpas
Não fazer nada.
Disfarçar

Vamos ao texto...

Tropeços - a graça e a lógica de certos enganos da fala

“Outro dia eu vinha pela rua e encontrei um mandinho, um guri desses que andam sem carpim, de bragueta aberta, soltando pandorga. Eu vinha de bici, descendo a lomba pra ir na lancheria comprar umas bergamotas...”
Se você não é gaúcho, provavelmente não entendeu nada do que eu estava contando. No Rio Grande do Sul a gente chama tangerina de bergamota e carne moída de guisado. Bidê, que a maioria usa no banheiro, é o nome que nós damos para a mesinha de cabeceira, que em alguns lugares chamam de criado mudo. E por aí vai. A privada nós chamamos de patente. Dizem que começou com a chegada dos primeiros vasos sanitários de louça, vindos da Inglaterra, que traziam impresso “Patent” número tal. E pegou. [...]
O Brasil tem dessas coisas, é um país maravilhoso, com o português como língua oficial, mas cheio de dialetos diferentes.
No Rio de Janeiro é “e aí merrmão! CB, sangue bom!”. Até eu entender que merrmão era “meu irmão” levou um tempo. Pra conseguir se comunicar, além de arranhar a garganta com o erre, você precisa aprender a chiar que nem chaleira velha: “vai rolá umasch paradasch ischperrtasch”.
Na cidade de São Paulo eles botam um “i” a mais na frente do “n”: “ôrra meu! Tô por deintro, mas não tô inteindeindo o que eu tô veindo”. E no interiorrr falam um erre todo enrolado: “a Ferrrnanda marrrcô a porrrteira”. Dá um nó na língua. A vantagem é que a pronúncia deles no inglês é ótima.
Em Mins, quer dizer em Minas, eles engolem letras e falam Belzonte, Nossenhora. Doidemais da conta, sô! Qualquer objeto é chamado de trem. Lembrei daquela história do mineirinho na plataforma da estação. Quando ouviu um apito, falou apontando as malas: “Muié, pega os trem que o bicho tá vindo”.
No nordeste é tudo meu rei, bichinho, ó xente. Pai é painho, mãe é mainha, vó é vóinha. E pra você conseguir falar com o acento típico da região, é só cantar a primeira sílaba de qualquer palavra numa nota mais aguda que as seguintes. As frases são sempre em escala descendente, ao contrário do sotaque gaúcho.
Mas o lugar mais interessante de todos é Florianópolis, um paraíso sobre a terra, abençoado por Nossa Senhora do Desterro. Os nativos tradicionais, conhecidos como Manezinhos da Ilha, têm o linguajar mais simpático da nossa língua brasileira. Chamam lagartixa de crocodilinho de parede.
Helicóptero é avião de rosca (que deve ser lido rôschca). Carne moída é boi ralado. Caso você queira
um pastel de carne, precisará pedir um envelope de boi ralado. Telefone público, o popular orelhão, é
conhecido como poste de prosa e a ficha de telefone é pastilha de prosa. Ovo eles chamam de semente de galinha e motel é lugar de instantinho. [...] Se você estiver por lá, viajando de carro, e precisar alguma informação sobre a estrada pra voltar pra casa, deve perguntar pela “Briói”, como é conhecida a BR 101.
Em Porto Alegre, uma empresa tentou lançar um serviço de entrega a domicílio de comida chinesa, o Tele China. Só que um dos significados de china no RS é prostituta. Claro que não deu certo. Imagina a confusão, um cara liga às 2 da manhã, a fim de uma loira, e recebe como sugestão Frango Xadrez com Rolinho Primavera e Banana Caramelada.
Tudo isso é muito engraçado, mas às vezes dá problema sério. A primeira vez que minha mãe foi ao Rio de Janeiro, entrou numa padaria e pediu: “Me dá um cacete!!!”. Cacete pra nós é pão francês. O padeiro caiu na risada, chamou-a num canto e tentou contornar a situação. Ela ingenuamente emendou: “Mas o senhor não tem pelo menos um cacetinho?”.
N. do T. – mandinho é garoto, carpim é meia, bragueta é braguilha, pandorga é pipa, bici é bicicleta, lomba é ladeira, lancheria é lanchonete.

RAMIL, Kledir. Tipo assim. Porto Alegre: RBS Publicações, 2003. p. 75-76 (Fragmento)



Rοiτ®

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Contribua para o sucesso de todos!!!


FAÇA PARTE DO SUCESSO

Muitos alunos, distantes dos grandes centros, ao terminarem o Ensino Médio, vêem-se frustrados em seus sonhos de continuar estudando devido a diversas dificuldades. Dentre elas, encontra-se a ausência de cursos preparatórios gratuitos e próximo a sua residência.

Assim é o caso dos estudantes das escolas públicas da Zona Oeste do Rio de Janeiro, em particular, moradores de Sepetiba, para quem restam poucas opções que facilitem o ingresso em Universidades Públicas..

Suprindo uma atribuição dos órgãos públicos competentes e, como única opção de preparo para os exames de vestibular destinado àqueles declarados de baixa renda familiar, o Centro Comunitário Santo Expedito e Santa Edwiges mantém o Curso de Pré-vestibular Alternativo e Comunitário de Sepetiba que funciona das 18 h às 22 h, de segunda a sexta e, aos sábados, das 7 h às 13 h, na rua Dr. Ary Chagas, 300, Sepetiba.

Apesar da colaboração de professores com larga experiência em preparação para concursos deste tipo, assim como de universitários conscientes de seu papel enquanto cidadãos, temos carência em todas as disciplinas e, para continuarmos prestando este serviço de utilidade pública, necessitamos de mais voluntários a quem oferecemos ajuda de custo e declaração por serviços prestados.

Portanto, você que é comprometido com a educação e, principalmente, com a qualidade de vida da Zona Oeste, divulgue este apelo, convocando professores e estagiários para continuarmos oferecendo aos moradores de Sepetiba a oportunidade de cursarem uma Universidade Pública, favorecendo o progresso e o desenvolvimento de nossa região, compondo, conosco, uma equipe voltada ao sucesso de todos.

Leia mais clicando AQUI

Ana Paula - 9485-4709
Diego Penedo - 3317-8728

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Aula prática


Na aula de noções de medicina, a professora pediu para os alunos trazerem instrumentos utilizados em um hospital.
- Maria, o que você trouxe?
- Um bisturi!
- Quem deu pra você?
- Minha mãe!
- E o que ela falou?
- Falou que serve pra cortar a pele!
- Ah, parabéns!! Vinícius, o que você trouxe?
- Uma seringa!
- E quem deu pra você?
- Meu pai!
- O que ele falou?
- Falou que serve para aplicar injeção!
- Meus parabéns!! Kiko, o que você trouxe?
- Um termômetro!
- Quem foi que deu?
- Meu tio!
- E o que ele falou?
- Falou que serve pra medir a temperatura!
- Ótimo!! E você, Joãozinho, o que é essa bola debaixo do seu braço?
- Isso é um balão de oxigênio!
- E quem deu pra você?
- Eu peguei da minha vó!
- O que ela falou?
- DEVOLVE, DEVOLVEEEE, DEVOL.....

E o "S" do sujeito de nossa prática ?

Amigos, a abordagem do blog sobre os S, que vem sendo desenvolvida me motivou a acrescentar o que a Educação com menos $, ricamente explanada pelo Sérgio Paulo, redunda para a sociedade.
Educação sem a mínima qualidade, sem comprometimento, sem seriedade, sem vontade política, vilipendiada, usada como plataforma política, somente pode resultar em um autêntico caos.
Quando um aluno - sujeito de nossa prática - recentemente, me perguntou qual seria a utilidade em ele aprender colocação pronominal, pelo que, respondi:
- Para você comer!
Como ele não entendeu minha resposta, eu acrescentei:
- Se você não estudar, não vai passar no vestibular; Se não passar no vestibular, não vai ter uma profissão; Sem uma profissão, você não vai conseguir um emprego...
Claro que, precisei montar toda uma justificativa para “convencer” o aluno a não compor mais um número para pesquisas sobre evasão. Entretanto, sabemos que o estudo vai muito mais além da garantia de um emprego.
Coincidentemente, este artigo de O Globo, reproduzido a seguir, me forneceu subsídios para reflexões mais aprofundadas.
A relação emprego / estrutura familiar / cultura / grau de escolaridade é patente e, cada vez mais, ela é quem decide sobre quem serão os donos das montadoras e quem estará apertando as porcas, o que, aliás, põem em cheque a funcionalidade dos cursos de formação técnica, tendo em vista que, a cada dia que passa, mais e mais tecnologia vem sendo empregada, dispensando as atitudes meramente mecânicas.



EDUCAÇÃO NÃO GARANTE EMPREGO

“Desemprego entre pobres é 17 vezes maior do que dos ricos com mesmo nível de estudo”.

Nem sempre estudar é sinônimo de ter emprego garantido. Pesquisa feita pelo economista Carlos Alberto Ramos, da Universidade de Brasília (UnB), revela que berço é fundamental para garantir espaço no disputado mercado de trabalho. Os números são estarrecedores. Com 15 anos ou mais de estudo, ou seja, com o curso superior completo, a taxa de desocupação da elite é de 2, 64%. No agrupo dos menos florescidos, o índice soe para 46,55%. Ou seja, entre os 10% mais pobres da População Economicamente Ativa (PEA, o desemprego é de 17 vezes maior do que entre os 10-% mais ricos com o mesmo grau de instrução.
O levantamento aponta ainda que, ao sair do ensino médio, com dez anos de estudo, o desemprego entre os pobres é quatro vezes maior em relação ao dos mais ricos: de 31,43% contra 8,59%. A pesquisa foi baseada no cruzamento de renda, escolaridade e desemprego apurados na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2005 (última pesquisa), do Instituto Brasileiro d Geografia e Estatística (IBGE). A renda per capita familiar mensal entre os 10% mais pobres é de R$ 43,18. Entre os 10% mais ricos, R$ 2.003,33.
Pais e amigos influenciam na hora da contratação – As razões para tamanha diferença são a falta de crescimento sustentável da economia e o currículo social, dizem especialistas. Na opinião e Ramos, informações como a instituição em que o trabalhador foi escolarizado, o ambiente familiar, o bairro onde mora e a renda dos amigos são avaliados pelas empresas na hora de contratar.
- As escolas particulares têm mais qualidades quando comparadas às do ensino público. Por mais que os anos de estudo sejam iguais, as empresas sempre vão dar prioridade ao trabalhador escolarizado no sistema privado. Outras questões subjetivas também ganham peso. Uma mãe sem cultura geral, por exemplo, implica uma criança com mesma bagagem cultural – diz Ramos.
Fernanda de Souza, de 26 anos, sempre estudou em escolas públicas. Aprendeu a falar inglês num curso comunitário. Há dois anos, terminou o curso de administração em uma faculdade particular Ela, que mora com os pais e o irmão, em Lins de Vasconcelos, na Zona Norte do Rio, tem dificuldades em entrar no mercado de trabalho.
- Somos pobres. Nunca tivemos dinheiro para nada. Mas, mesmo assim, não desisti. Só consegui empregos fora da minha área. É muito duro quando se participa dos processos seletivo e você vê que alguém com viagens para fora do país e com dinheiro consegue o emprego. Minha mãe á doméstica e meu pai vende biscoito na praia. Às vezes dá vontade de largar tudo, diz Fernanda.
Mesmo assim, Ramos, da UnB, endossa a importância do estudo:
- Se as pessoas não estudarem, a situação vai se agravar ainda mais, aumentando a distância entre as classes sociais.
Marcelo de Ávila, especialista em mercado de trabalho do Instituto de Pesquisa, Econômica Aplicada (Ipea), endossa a relação entre o grau de instrução dos pais e o que o filho aprende na sala de aula.
- As escolas não são as mesmas. A pública não tem os mesmos recursos que as escolas particulares oferecem aos seus alunos. Ainda há os cursos extracurriculares como idiomas e olimpíadas de matemática. E como o trabalhador põe tudo isso em prática? Depende do estimula da família – afirma Ávila.
O economista do Ipea ressalta que o mercado de trabalho tornou-se mais competitivo a partir da abertura comercial, na década de 90. As empresas foram obrigadas a aumentar sua produtividade, e com isso, passaram a selecionar mais os profissionais que contratam. Assim, o grupo de ocupados com 11 ou anos de estudo avança. Somente entre 2004 e 2005 sua participação cresceu dois pontos percentuais, chegando a 38%.
- O mercado de trabalho ficou mais inclusivo. Mas, é claro, dentro do grupo cuja escolaridade é maior, a tendência se mostra diferente. O crescimento das vagas é desigual e não absorver todo mundo. Em famílias ricas, os pais estimulam a dedicação de seus filhos exclusivamente aos estudos até a entrada no ensino superior. – diz Ávila.
Com renda familiar acima da média, Juliana Caldeira, de 21 anos, termina este ano o curso de publicidade na PUC-Rio. Ela nunca trabalhou e sempre foi orientada pelo pai, que é contador, a se dedicar aos estudos por boa parte de sua vida.
- Meu pai sempre conseguiu me manter. Estou terminando a faculdade e quero trabalhar na área. Tenho quatro idiomas e fiz vários cursos. Sempre procurei emprego, mas nada muito interessante. Quero trabalhar na área. Tenho quatro idiomas e fiz vários cursos de extensão dentro da faculdade – diz Juliana, que mora no Centro.
(Jornal O Globo – 12 de novembro de 2006)

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Complementando o post anterior

Faltou explicitar o autor do texto reproduzido na postagem anterior que é Gustavo Ioschpe, um articulista regular da Veja sobre Educação.

Sistema S ou Educação com menos $?

Originalmente pensava em colocar um comentário na postagem anterior sobre o sistema S até que lembrei deste artigo publicado na Revista Veja de outubro passado. Depois decidi postar um novo texto para complementar de outra forma a postagem motivadora. Vale a pena ler pois ele sintetiza a concepção intelectual mais refinada da justificativa da "racionalização" dos "gastos educacionais". Mesmo aquelas pessoas que possuem profundas divergências com seu teor, onde faço minha inclusão como de alguns de nós pelo que conheço, poderão entender um pouco melhor a lógica dita "racional" que preside essa "ampliação do sistema S" ao mesmo tempo em que proliferam as propostas de gratificações por produtividade nas intenções dos governantes com a remuneração do servidor público, educador em particular. Boa leitura e reflexão.

"Terça-feira, 07 de Outubro de 2008
Dinheiro não compra educação de qualidade
Bob Krist/Corbis/Latinstock
CAMPEÃ A Mongólia é o país que mais gasta com educação em proporção do PIB
É comum ouvirmos professores praguejando contra o neoliberalismo e a onipresença do dinheiro nos assuntos humanos. Falam sobre a importância de uma educação para a formação de valores, de cidadãos críticos etc. Só há uma notável exceção, que é quando o dinheiro em questão é aquele investido em educação e no pagamento dos próprios professores. Nesse caso, e apenas nesse caso, até os líderes dos sindicatos stalinistas defendem que a principal ferramenta para uma educação de melhor qualidade é o dinheiro. E o principal uso desse dinheiro deveria ser o aumento do salário dos professores. Se ganhassem mais, os atuais professores seriam mais motivados, o que faria com que a qualidade da educação melhorasse.
"Pesquisas indicam que a maioria dos professores está satisfeita em sua carreira e não pensa em abandoná-la. Quando o assunto é dinheiro, porém, eles se apresentam como desmotivados e descontentes, e apontam o vil metal como a única saída para o aprendizado dos alunos"
Argumento curioso, já que os professores são os primeiros a enfatizar a incrível dedicação, beirando o heroísmo, que adotam em seu dia-a-dia. Pesquisas indicam que a maioria dos professores está satisfeita em sua carreira e não pensa em abandoná-la. Quando o assunto é dinheiro, porém, eles se apresentam como desmotivados e descontentes, e apontam o vil metal como a única saída para o aprendizado dos alunos. A despeito dessa inconsistência, o argumento dos professores foi comprado pela sociedade. Em parte porque a proposição é perfeitamente lógica - melhor pagamento está normalmente associado a melhor qualidade de serviço - e em parte porque as lideranças da categoria vêm martelando o mesmo discurso há mais de vinte anos, praticamente sem opositores.
Esse discurso contaminou a sociedade e, por fim, as políticas para o setor. No começo da gestão FHC, criou-se o Fundef, que destinava 60% dos seus recursos a aumentar salários de professores. Depois de sua implementação, a qualidade da educação brasileira caiu. O governo Lula criou o Fundeb, mantendo a mesma destinação aos professores. A qualidade da educação continuou a cair. Se algum médico prescrevesse um remédio e, logo depois, a situação da saúde do paciente piorasse, este provavelmente rejeitaria o aumento da dosagem do mesmo remédio. Quando o assunto é a nossa educação, porém, o recado da realidade é constantemente ignorado em favor da teoria. Assim foi que, no começo do mês de julho, o Congresso decidiu injetar mais dinheiro na educação e mais salário aos professores. O Senado aprovou o fim da DRU para a área da educação, o que deve aumentar em 7 bilhões de reais ao ano o orçamento do MEC. No mesmo dia, aprovou também um piso salarial nacional de 950 reais para todos os funcionários da educação. Nota-se que os parlamentares tomaram essa medida pensando unicamente no aprendizado de nossos alunos: a mesma lei garante que o benefício seja estendido a funcionários aposentados e determina que o professor só pode passar dois terços de sua jornada em sala de aula.
Neco Varella
MAIS E MAISProfessores fazem passeata por melhores salários no Rio Grande do Sul
Com exceção dessa parte dos aposentados e da diminuição do tempo de aula, o projeto tem lógica. Assim como era muito lógica a idéia de que, se as doenças se espalham pelo sangue, um bom tratamento à base de sanguessugas só pode melhorar a saúde. Assim como era lógica, óbvia!, a idéia de que a Terra é fixa e os astros a orbitam. Ou que um computador jamais conseguiria bater um bom enxadrista. Todas essas lógicas encontram apenas um pequeno obstáculo: não são verdade. A realidade encarregou-se de comprovar seu erro.
A questão do financiamento da educação não é uma área para opiniões, mas para medições. Não é preciso conjeturar sobre o impacto dos salários sobre a qualidade do ensino - basta medi-lo. E há pencas de estudos empíricos que fazem exatamente isso: verificam o desempenho de centenas de milhares de alunos em testes padronizados, computam os salários de seus professores e o volume de investimentos de suas escolas, adicionam outras variáveis de interesse - nível de educação e financeiro dos pais dos alunos, experiência do professor, infra-estrutura da escola etc. -, jogam tudo em uma ferramenta de análise estatística e medem a importância de cada variável para o aprendizado do aluno. A maioria aponta não haver relação significativa entre salários de professores e desempenho dos alunos, nem entre volume de gastos por aluno e o seu aprendizado.
"Simplesmente não acredito que dando mais dinheiro aos professores e diretores que estão em nossas escolas hoje, sem exigir nenhuma contrapartida ou melhorar sua capacitação, nós teremos um ensino de melhor qualidade. O problema principal dos funcionários de nossas escolas não é de motivação: é de preparo"
Alguns dizem que o Brasil investe pouco em educação, como se essa fosse a razão de todos os nossos males. Não é verdade: nosso setor público investe entre 4% e 5% do PIB em educação, valor parecido com o investido pelos países ricos. O gasto é malfeito - vai muito para as universidades e muito pouco para o ensino básico -, mas não é pequeno. Outros argumentam que não podemos nos comparar com o que esses países fazem hoje. Precisaríamos gastar entre 7% e 8% do PIB para chegar aonde eles estão, pois é isso que os países gastam quando dão seus saltos educacionais. Desculpem a sem-cerimônia: é mentira. No período 1970-90, a Coréia do Sul gastou em média 3,5% do PIB em educação. A Irlanda, 5,6%. China, 2,3%. Hong Kong, 2,8%. Inglaterra, 4,9%. Até a Finlândia, com seu estado de bem-estar social, ficou em 5,7%. Para não ser injusto, é forçoso reconhecer que, nesse período, houve sim um grupo de países que gastou mais de 7% (os dados são da Unesco e estão disponíveis no fim desta coluna). São eles: Quênia, Namíbia, Seychelles, Barbados, Martinica, Suriname, Armênia, Azerbaijão, Jordânia, Mongólia (a campeã, com 12,9% - não é piada), Tadjiquistão, Uzbequistão, Noruega e Suécia. é desnecessário comentar.
Quero deixar claro que não acredito que o aumento de recursos para a nossa educação ou o aumento de salário dos professores vai causar um mal. Acredito inclusive que em alguns casos ele poderá fazer bem - se o MEC investir os seus recursos adicionais para melhorar a infra-estrutura de escolas que estão caindo aos pedaços e dotá-las de bibliotecas e laboratórios, por exemplo, há ampla evidência de que a repercussão sobre o desempenho dos alunos será positiva. Simplesmente não acredito que dando mais dinheiro aos professores e diretores que estão em nossas escolas hoje, sem exigir nenhuma contrapartida ou melhorar sua capacitação, nós teremos um ensino de melhor qualidade. O problema principal dos funcionários de nossas escolas não é de motivação: é de preparo. E falta de preparo não se resolve com salário, mas com mais e melhor treinamento. Alguns defendem a idéia de que um aumento de salário atrairia novas e melhores pessoas ao magistério. Que não adianta aumentar o salário dos professores em 20% ou 30%: seria necessário dobrá-lo ou triplicá-lo, para torná-lo comparável ao salário das carreiras ditas nobres. Há dois problemas com a idéia: primeiro, não tem respaldo empírico. Segundo, mesmo que seja verdadeira, o orçamento de prefeituras e municípios simplesmente não comportaria um salto assim. Há uma lei que determina que estados e municípios devem gastar 25% de seu orçamento com educação. O país hoje gasta 70% dos recursos educacionais com salário de professor. Dobrar o salário do professor significaria ocupar 35% dos orçamentos com educação. Triplicar levaria a verba a 52%. Não há estado ou municipalidade que possa arcar com essa carga. Olhando para a pesquisa em educação das últimas décadas e para a própria experiência brasileira, fica difícil acreditar que tenhamos uma educação virtuosa enquanto os bilhões de reais que gastarmos forem investidos em um sistema ineficiente, muitas vezes corrupto, e composto por pessoas que não têm o preparo necessário para exercer suas funções. A investigação sobre os efeitos dessas novas leis seria uma instigante questão acadêmica, não fosse o detalhe de que estamos falando de algo que afeta diretamente os mais de 50 milhões de alunos que povoam nossas escolas. E os seus 50 milhões de sonhos e projetos de vida que jamais verão a luz do dia, em parte pelo nosso fetiche por uma idéia que a realidade já comprovou ser falsa.
VEJA TAMBÉM
Exclusivo on-lineMais informações sobre os dados citados neste artigoEm PDF· Quality in cross-country perspective, Barro and Lee · Does school quality matter?, Betts· Innefectiveness of school inputs, Dewey et al· School and teacher characteristics, Ehrenberg· Schooling, labor force quality and the growth of nations, Hanushek and Kimko · Who chooses to teach and why, Hanushek and Pace· School accountability, Hanushek and Raymond· Educação secundária no Brasil, Herran e Rodriguez· Os determinantes do desempenho escolar no Brasil, Menezes-Filho· FUNDEF e impacto de salário de professores no SAEB, Menezes-Filho e Pazello· Factors affecting achievement, Velez et al· Schooling resources and student performance, WoessmannEm DOC· Teacher quality & student achievement, Darling-Hammond· Schooling in developing countries, Hanushek "

domingo, 16 de novembro de 2008

Lap top: declinar ou cooptar ?






Professor publica artigo explicando o porque dele não aceitar lap top do governo estadual
POR QUE NÃO QUERO MEU LAPTOP?
Sergio Murilo de Oliveira LealProfessor de Matemática do CE José Fonseca, Valença - RJ
Depois de fazer uma reflexão sobre o Programa Conexão Professor, do Governo Estadual, cheguei a conclusão que era melhor não aceitar a máquina a mim destinada. Inúmeros motivos, que passo a enumerar, me levaram a tomar tal decisão.
Primeiro, o professor, principalmente da área de exatas, pode tranqüilamente dispensar esse recurso didático, uma vez que um bom quadro de giz o substitui com perfeição. A Matemática e ciências afins precisam de demostração do raciocínio passo a passo e, infelizmente, um laptop não se presta muito para isto. Somente se todos os alunos possuíssem o seu para que vendo o desenvolvimento etapa por etapa possam compreender a resolução de algoritmos, problemas,etc. Dessa forma, prefiro o meu quadro de giz. Mesmo sendo antigo e obsoleto, sua eficácia é incontestável.
Segundo, o programa de distribuição de laptops é totalmente extemporâneo. Com certeza não foi acompanhado de uma análise das reais condições do magistério.
O professor do Estado sofre um profundo destímulo e não será uma máquina ultramoderna que irá modificar o quadro ruim da educação fluminense. O governador com certeza sabe disso, mas ignorou o fato. Muitos entram para as salas de aulas cheios de problemas financeiros, pois o piso salarial é ridículo e não supre as necessidades do professor, outros, cansados pela extenuante jornada de trabalho, já que se dividem em duas, três escolas para poder ter um nível de vida razoável e digno. Já outros estão assoberbados de trabalho com as inúmeros horas extras (as famigeradas GLPs) para poderem ganhar mais.
Fora os outros que têm outros empregos ou funções (vendedor, principalmente) e não se dedicam integralmente à carreira como deveriam e desejavam. Ora como se pode ensinar bem se o magistério público virou um subemprego? Se nosso alunado não quer estudar, cabe a nós estimulá-los a entrar no maravilhoso mundo do saber, mas como, se o piso salarial é irrisório? Senhor Governador, o ensino no estado já está falido como demonstra o Enem, no qual as piores escolas são estaduais! Um laptop distribuído a esmo não irá modificar a situação. O que me deixa mais indignado é o fato de que o Senhor sabe de tudo, mas por razões que desconheço optou por esse programa abominável. Só posso imaginar que motivos politiqueiros determinaram sua decisão.
O senhor vive alegando que não tem dinheiro para aumentar o piso, mas gastou setenta milhões na compra dessas máquinas, dinheiro oriundo do Fundo Estadual de Pobreza. Fundo esse cujos recursos vêm de uma alíquota de ICMs altíssima. Todo cidadão contribuí compulsoriamente quando compra um quilo de feijão, arroz, etc. E o senhor gasta na compra de algo que em nada modificará o quadro ruim de nossa educação pública, cujo o cliente principal é o filho do trabalhor assalariado que tem salários de fome. Tudo me leva a crer em uma ação deliberada a fim de deixar o povo na mais absoluta ignorância. Assim, conquistar o voto desse tipo de cidadão é extremamente fácil, já que ele não pensa e nem tem a consciência crítica necessária para avaliar a qualidade dos homens que postulam os cargos eletivos. Cria-se um círculo vicioso. Em cada eleição, são eleitas pessoas descompromissada com a coisa pública que compram os votos e precisam subtrair o dinheiro do erário público para se enriquecer e adquirir o voto daquele eleitor pobre e ignorante. Os pleitos ficam cada vez mais caros e portanto, o povo paga impostos extorsivos para manter o luxo e os privilégios de uma casta burocrática e inoperante. Nunca sobrará dinheiro para uma escola pública de qualidade, inclusiva e eficiente, porque o custo da máquina administrativa do Estado brasileiro consume uma parcela enorme de nossos tributos.
Somente uma educação pública de excelência romperá esse círculo, libertando a população e melhorando a qualidade de nossos políticos. Sei que quando o Senhor resolveu comprar computadores não estava pensando em nada disso que acabei de relatar. Talvez, pensasse nas eleições e em transformar o professor insatisfeito em seu aliado. Todavia, contribui para aprofundar a falência da rede estadual e perpetuar práticas políticas antigas e retrógadas, cuja finalidade é manter um grupo político eternamente no poder (lê-se PMDB).
Parece que sou contra a modernização das práticas docentes. Para mim todos os mestres e os alunos já deveriam ter computador e pleno acesso à Rede Mundial de Computadores. Defendo inclusive a inclusão da Informática no Núcleo Comum Nacional, pois vivemos na Era Digital e o computador está presente em qualquer lugar, tornando a Informática imprescindível para a vida futura dos estudantes, principalmente, no momento de encontrar trabalho. Todavia, o magistério estadual clama por direitos, respeito e valorização! E o senhor sabe disso! Não esqueço a carta enviada para nossas casas onde o então candidato Sérgio Cabral se comprometia com as bandeiras históricas da categoria. A ousadia foi tanta que não houve pudor ao se assinar a célebre carta tornando solene o compromisso. Apenas foi mais um item no rol das mentiras pregadas.
Por tudo o que foi exposto acima só posso dizer não ao Programa Conexão Professor e só lamento que meus colegas aceitem os ditos laptops sem fazer um questionamento e uma análise objetiva dos fatos. Esse seria um bom momento de darmos um basta na situação de penúria em que vivemos e voltarmos ao ensino de excelência, marca registrada da rede a alguns anos atrás.
Basta lembrar que as escolas públicas tinham melhor conceito que as particulares num passado não tão remoto. Precisamos resgatar a consciência de classe habilmente destruída pelos governos anteriores, para juntos ensinarmos as futuras gerações que direito não se ganha mas se conquista. (27/05/2008)
Fonte: http://seperj.org.br/site/
Postado por Professores do Vocacional às 15:43 0 comentários
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P.S. Há um post com um comentários elucidativos sobre o assunto publicado neste blog, em out. 2008, com o título TECNOFOBIA.

sábado, 15 de novembro de 2008

Ministro Capanema e o "exército de trabalho para o bem da nação" (versão atualizada)

Decreto altera sistema S

(Leia matéria completa clicando na imagem acima)

"O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, assinou nesta quarta-feira, 5, decretos que alteram os regimentos dos serviços do Sistema S. Senai, Sesi, Senac e Sesc, a partir de agora, devem ampliar a gratuidade e o número de vagas em cursos técnicos de formação inicial e continuada destinados a alunos e trabalhadores de baixa renda, empregados ou desempregados, em todo o país."

Bárbara Freitag, em seu livro ontológico ESCOLA, ESTADO & SOCIEDADE (Ed. Moraes, 1980) fornece, com décadas de antecedência, subsídios para a compreensão dessas ações políticas que abrem "generosamente uma chance para as classes menos favorecidas", em cujas "escolas técnicas profissionalizantes.

Claro que no momento crítico pelo qual o mundo inteiro passa "a reprodução da força de trabalho exige não somente uma reprodução da sua qualificação, mas ao mesmo tempo uma reprodução de sua submissão às regras da ordem estabelecida, i.e., uma reprodução da sua submissão à ideologia dominante para os operários e uma reprodução de sua capacidade de bem manejar a ideologia dominante para os agentes da exploração e da repressão, a fim de assegurar, também pela palavra a dominação da classe dominante". (ALTHUSSER, Louis: Ideologia e Aparelhos Ideológicos)

Isto não nada a ver com os pronunciamentos do, então, Ministro Capanema, durante o Estado Novo, cuja política visava, acima de tudo, transformar o sistema educacional em um instrumento mais eficaz de manipulação das classes subalternas ?


Mais vagas gratuitas no Sistema S
(Leia matéria completa clicando aqui)

É a melhor notícia que poderíamos dar para a juventude brasileira que quer, mais do que ninguém, participar do desenvolvimento deste país”, afirmou o ministro da Educação, Fernando Haddad, durante a cerimônia no Palácio do Planalto. Ele lembrou do grande salto na democratização do acesso à educação superior. A taxa de atendimento dos jovens entre 18 e 24 anos no Brasil nos últimos cinco anos subiu de 16% para 24%. “Mas pouca gente se preocupa com aqueles que não têm acesso à educação superior e que clamam por educação profissional”, frisou.

Históricamente, esta divisão de uma escola para aqueles que nasceram destinados a pensar, produzindo intelectualmente e aqueles que serão pensados, produzindo e consumindo para a manutenção do sistema capitalista, prende-se à década de 30 do século passado, conforme a mesma autora, às páginas 53 e 53, em que se lê:

"A nova força de trabalho precisa ser recrutada dentro da nova configuração da sociedade de classes. Evidentemente não será fornecida pela classe dominante, na qual continuam figurando, mesmo com seu poder reduzido, a velha aristrocracia rural, a burguesia financeira e a nova burguesia industrial em ascensão. Preocupada em formar seus quadros dirigentes em escolas de elite (na maioria ainda particulares) esta classe não revela interesse pelo ensino técnico. A força de trabalho adicional também não poderá ser buscada nos setores médios e baixos da burguesia e da pequena burguesia ascendente, preocupada em ocupar as vagas do ensino propedêutico, a fim de alcançar um título acadêmico (uma da formas de ascensão). Resta à reduzida classe operária, formada parcialmente pelos trabalhadores urbanos e rurais imigrados ao Brasil nas décadas anteriores, bem como populações nacionais migradas para os centros urbanos, semi e desqualificadas, ou seja, “O exército industrial de reserva”. Assim, as escolas técnicas vão ser “a escola para os filhos dos outros”, ou melhor, a única via de ascensão permitida ao operário

Cursos técnicos-profissionalizantes são necessários, assim como os de formação geral e as especializações em nível acadêmico. Entretanto, que todos possam ter o direito da livre escolha e que esta não seja pautada pela necessidade da sobrevivência. Da escolha realizada tendo em vista a necessidade do trabalho, pura e simplesmeste, para vestir, comer e morar.

Cabe, então, ao educador, comprometido eticamente, levar aos ambientes educacionais a discussão destes aspectos que se mascaram em benesses e desvirtuam o foco principal: educação pública, gratuita e de qualidade com liberdade de escolha e possibilidade de acesso aos níveis mais altos do conhecimento.

Por que se contentar com pouco se o "muito" ainda está muito aquém de uma educação de qualidade?

Rοiτ®

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Zumbi dos Palmares ou "oba! mais um feriado !!!



Feriados sempre serão bem-vindos, ainda mais, às vésperas dos últimos 195 metros de mais esta maratona letiva prestes a ser concluída!

A despeito da expectativa da publicação no D.O sobre o ponto facultativo no dia 21, sexta-feira após o feriado de Zumbi dos Palmares, acredito que poderíamos aproveitar a proximidade desta data para contextualizar nossas aulas, incluindo referências a este líder negro , organizando-nos de forma a não aumentar a nossa preocupação com o tempo de “encerrar a matéria”, “fazer revisão para testes”, “montagem das provas do 4º bi ...

Cabe citar que existe um forte movimento para que o dia 20 de Novembro se torne feriado nacional com apoio das lideranças negras, debatendo-se com uma enorme oposição que tenta disfarçar o preconceito em nossa sociedade e que, para abordar este aspecto, vale a leitura do Estatuto da Igualdade Racial.
“Achamos que Zumbi dos Palmares também merece um feriado da mesma forma que Tiradentes. Um feriado dá um sentido mais simbólico porque é uma data importante para o movimento negro, mas não é tão conhecida pela sociedade em geral”, diz Julião Vieira, membro da coordenação nacional do congresso, na 3ª Assembléia Nacional de Negros e Negras.
Durante o Congresso, Julião lembrou que em alguns municípios o dia 20 de novembro já é considerado feriado. Em São Paulo, são 15 municípios, além da capital do Rio de Janeiro

Independente da área do conhecimento ou da disciplina, antecipando o Dia Nacional da Consciência Negra, aspectos como a formação de um líder; mito x realidade; levantamentos numéricos sobre dizimação etnográfica, passando por diferenças climáticas entre os continentes de origem destas populações que foram “despejadas” no Brasil, vão além da abordagem básica da prática escravagista no Brasil, - um dos raros países do mundo em que ainda existe a “empregada doméstica”- e ampliariam os debates em sala de aula.

Não resta a menor dúvida que, um planejamento integrado no início do ano letivo, em que não só esta, mas outras datas tão importantes quanto, devem constar no calendário de atividades multidisciplinares de qualquer escola comprometida não com os padrões de qualidade mínima (LDB), entretanto, com a qualidade total da educação.

E vocês, meu colegas, o que pensam a respeito ? Já desenvolveram alguma atividade relacionada a este ou a qualquer outro líder revolucionário em sala de aula? A produção atingiu aos objetivos ?


domingo, 9 de novembro de 2008

Outro Blog aliado sobre midia e educação...

Pessoal recebi da Alessandra, uma amiga jornalista da Folha Dirigida, o aviso de que ela criou um blog que procura principalemente analisar, divulgar e debater as questões/eventos que relacionem a midia com a educação. Vale a pena visitar pois existem noticias e links bem interessantes. Eis a mensagem original dela:

" Olá,
Para quem não sabe, tenho um blog sobre mídia e educação. É o Alebizoni - um blog sobre mídia e educação.
No meu blog fiz um post sobre o Via Personal que traz dicas ótimas sobre saúde e qualidade de vida.
Os endereços são:
http://www.alebizoni.blogspot.com
Um grande abraço a todos!
Alessandra Bizoni
"

Vejam também o comentário que coloquei sobre a postagem anterior da Ana sobre um assunto tão interessante como polêmico e digam o que avaliam. Abraços, Sérgio.

sábado, 8 de novembro de 2008

Serviço voluntário: dever e conscientização


O Dia do Professor, comemorado em 15 de outubro, não deveria ser lembrado apenas nesta data, assim como o Dia do Voluntário 5 de dezembro, para o professor, ao invés de somente uma lembrança, que tal: melhores condições de trabalho, auxílio para cursos de especialização e atualização, melhoria salarial a fim de que o mesmo não precise se deslocar entre tantas escolas e possa se atualizar e exercer a cidadania dedicando-se o voluntariado.

Basicamente, ser voluntário é devolver à sociedade o que ela nos fornece hoje, ou já forneceu, ou seja, toda a nossa educação formal obtida nos bancos das escolas e das universidades, estendendo-se aos cursos de pós-graduação.

Para chegarmos até este ponto, muitos brasileiros tiveram de passar fome assim como suas necessidades básicas não foram atendidas, devido a fatores sócio-político-econômicos diversos.

E, por último, lembramos que, no exercício do voluntariado, vivenciamos a oportunidade de isentarmo-nos do egoísmo e passarmos a pensar no outro, em primeiro lugar.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

EDUCAREDE: UM SITE DE ACESSO À CULTURA GRATUITAMENTE

Uma bela biblioteca digital, desenvolvida em software livre, mas que está prestes a ser desativada por falta de acessos. Imaginem um lugar onde você pode gratuitamente:
· Ver as grandes pinturas de Leonardo Da Vinci ; · escutar músicas em MP3 de alta qualidade;
· Ler obras de Machado de Assis Ou a Divina Comédia;
· ter acesso às melhores historinhas infantis e vídeos da TV ESCOLA · e muito mais....
Esse lugar existe!
O Ministério da Educação disponibiliza tudo isso,basta acessar o site:

www.dominiopublico.gov.br
Só de literatura portuguesa são 732 obras! Estamos em vias de perder tudo isso, pois vão desativar o projeto por desuso, já que o número de acesso é muito pequeno.
Vamos tentar reverter esta situação, divulgando e incentivando amigos, parentes e conhecidos, a utilizarem essa fantástica ferramenta de disseminação da cultura e do gosto pela leitura.
Divulgue para o máximo de pessoas!
(de claudia ferreira fernandes <cf_fernandes1@hotmail.com>)
Rοiτ®

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

C.E. Barão do Rio Branco

Rir é o melhor remédio II


E, por falar em tecnologia...
Porque continuo sem entender estas piadinhas.
Rοiτ®



Tecnofobia: diagnóstico, tratamento e profilaxia.


“Quanto a mim, tenho medo de computador, aquela bocarra escancarada pode engolir-me a qualquer instante. Acho que muita gente já foi engolida e ainda não percebeu. Muita garotada, inclusive” (Mino Carta)

Pensando em alguns colegas, após um bate-papo na sala dos professores, é que “saiu” este texto, cuja abordagem central é a “tecnofobia”: aversão aos equipamentos eletrônicos, notadamente, no nosso caso, professores, computadores domésticos e laptops. Ela existe de fato e não é tão incomum encontrar colegas com esta patologia com diagnóstico preciso e profilaxia conhecida.

Iniciando o tratamento, nesta próxima quarta-feira iniciaremos um ciclo de oficinas em que veremos, desde a utilização básica de laptops, passando por montagem de aulas utilizando programas de visualização, acoplando equipamentos diversos como o data-show, amplificador, dvd e tv, assim como a produção, publicação e edição de vídeos realizados com filmadoras digitais e telefones celulares.

Como a formação continuada na própria escola redunda benefícios conhecidos por todos (CANDAU, Vera Maria. Magistério: construção cotidiana, pág. 51), a idéia que surgiu em nossa conversa informal foi que deveríamos começar “ontem” utilizando tanto a sala de vídeo, quanto o Laboratório de Informática do Barão (LIB).

A programação, para os 2 primeiros encontros, de duas horas cada, é uma síntese do kit representado pelos cds - (Educação para um Rio Digital),que acompanharam os notebooks, consignados aos professores, além dos cursos de Informática Educacional A e B, e o de utilização de notebooks, ministrados presencialmente em nosso respectivo Pólo de Tecnologia Educacional (http://www.cted.educacao.rj.gov.br/), além do material em mídia digital do Programa de Formação Continuada Mídias na Educação (SEED/MEC).

Para a multiplicação de conhecimentos, contaremos com o auxílio de colegas (que já “apanharam” bastante) apresentando-se como orientadores voluntários para ministrar estas mini-oficinas, às quartas-feiras após o intervalo das aulas.

Isto tudo para enfrentarmos a tecnofobia, um dos temas de discussão em fórum do curso de Pós em TICs e Mídias (UFRRJ/e-proinfo), assim como o de extensão do Cecierj/Cederj, edições 2007/2008.

Sabemos que muitos perdem oportunidades excelentes de, não só dinamizar suas aulas, como, também, de terem facilitada a tarefa da preparação de aulas, projetos e trabalhos com a utilização da informática educativa (InfoEduc).

Veja o que Alípio Gama Veiga Neto, em sua dissertação de mestrado, coloca:


“A maior dúvida, no entanto, parece estar no porquê de certas pessoas, adultos formados em nível superior e ocupando cargos que exijam competência intelectual, apresentarem resistência quanto à utilização produtos tecnológicos em sua vida profissional e pessoal. Quais os fatores psicológicos que estariam presentes a ponto de as impedirem quanto à realização de tarefas que seriam melhor executadas, por exemplo, com o auxilio da informática? Qual a interferência dos processos educativos, a que se submeteram, na utilização de novas tecnologias para a melhoria de sua vida profissional?
http://www.veiga.net/tecnofobia/

Alguns colegas quando vão projetar um filme em dvd encontram-se em dúvida cruel: usar o que já conhecem (o tradicional aparelho de dvd acoplado a um aparelho de TV) ou uma mídia convergente do tipo laptop plugado em um data-show com som amplificado, em que tanto o filme quanto as operações de um computador com acesso a internet poderiam enriquecer a aula.

Isto quanto não pedem auxílio a alguém. Não que isto não seja correto, mas, o ideal é que tenhamos autonomia para a utilização de toda a mídia que (graças a Deus) nossa escola dispõe.

Além dos textos disponibilizados na barra lateral -Oficina de Mídias - (aí ao lado), há, também alguns filmes no link abaixo, divulgado no I Congresso de Tecnologias na Educação, de 27 a 31 de outubro de 2008 (http://www.youtube.com/watch?v=08rVXi55yjE) que servirão de base para o nosso primeiro encontro, no dia 05/11/2008.

Leia os textos, assista aos filmes e deixe um comentário neste blog sobre a sua experiência com as tecnologias, dando idéias sobre o que podemos fazer para “vencer” estes medos, enriquecendo esta proposta inicial.
Até quarta!


Rοiτ®

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Aprovação x Reprovação?

Uma das reclamações mais constantes que fazemos e ouvimos nas salas de professores das escolas da rede estadual é uma relação entre a queda crescente de qualidade dos alunos do Estado na Capital e a aplicação da forma de avaliação ciclada da rede municipal carioca. O uso de considerações, basicamente negativas, sobre esse tipo de "progressão continuada" como definem aqueles de forma mais positiva essa metodologia foi constante na campanha eleitoral que foi encerrada ontem(com o candidato vencedor tentando ser o porta-voz mais intenso desta condenação). Acredito que vale a pena ler dois textos sobre esse tema. Um deles bem atual pois foi publicado ontem em um jornal de circulação nacional e que supostamente tenta atingir um público leitor mais abonado financeiramente e formador de opinião. Eis o texto que trascrevo:

"EDUCAÇÃO: A BRIGA NO RIO ESTÁ ERRADA –
(O GLOBO de 26/10/2008 – Seção Opinião na página 7)

Acabar com a aprovação automática parece ser uma evidência no atual momento político no Rio de Janeiro. Mas o que ficou conhecido como aprovação automática é a má aplicação do que se chama progressão continuada, uma das medidas essenciais quando queremos sanar as dificuldades da escola. Ao invés de anos, ciclos de aprendizagem, que avaliam, mas não reprovam, ao contrário, acompanham o desenvolvimento de cada aluno, ajudando-o em seu pleno desenvolvimento. A aprovação automática, como ficou conhecida aqui no Rio de Janeiro, não reprova, mas também não consegue acompanhar os alunos com dificuldade. O sistema educacional que ainda predomina no Brasil foi inspirado no modelo industrial. Nossa escola é como a linha de montagem de uma fábrica: as diversas disciplinas, sem conexão umas com as outras, são partes de um mundo que está distante do aluno. A vida, o contexto ficou afastado da escola, que mais parece um presídio de alunos. A educação moderna não tem como alvo o ser humano, sua formação integral, intelectual, física, estética, existencial etc., mas busca, através de um sistema excludente, produzir as diferentes peças de uma engrenagem social estratificada. > Aliado à industrialização tardia, convivemos ainda com as marcas de um regime militar que tratou como subversivo todo tipo de pensamento crítico, toda atitude corajosa e reflexiva. E hoje temos uma educação essencialmente passiva, fundada no acúmulo de dados; uma escola que, além de isolada do mundo e da vida, nomeia de "grade" o currículo e de "disciplina" os conteúdos. O sistema de reprovação que ainda vigora no Brasil é um dos mecanismos mais excludentes e cruéis de nossa sociedade. Quando reprovamos um aluno estamos afirmando que ele é o único responsável por seu mau desempenho. Nem os professores, nem a diretora, nem a família, nem o sistema de ensino serão reprovados, apenas ele. E isto se deve, entre outras coisas, ao fato de que a escola está historicamente centrada no ensino, não na aprendizagem. Os professores, o corpo técnico, os gestores se sentem responsáveis pela transmissão de conteúdos, mas não se sentem comprometidos com a aprendizagem; se o aluno aprende ou não é problema , dele, não da escola. Em alguns municipios brasileiros 60% das crianças ficam reprovadas na primeira série. Eles têm em geral seis ou sete anos, e vão pagar por essa não aprendizagem. A reprovação faz com que, ( muito cedo, as crianças sofram a exclusão, a segregação social que tanto massacra nossa sociedade adulta. Uma mulher que abordei na rua, em um bairro muito pobre da cidade, disse-me que seus filhos tinham saído da escola porque não conseguiam aprender. A escola só gosta de quem sabe", ela disse. E deveria ser o contrário, a escola deveria se dedicar de um modo especial a quem não aprende no tempo estipulado. Hoje, no Rio, temos crianças na escola que não sabem ler, aos 12 anos de idade; antes da progressão continuada elas também não sabiam, mas estavam fora da escola, das estatísticas. O objetivo da progressão continuada é manter crianças e jovens na escola, e isso ela tem conseguido. Mas, se as crianças, mesmo na escola, não estão aprendendo, então devemos brigar por uma escola que ensina, em vez de reivindicar uma escola que reprova. O sistema seriado de ensino que temos, dividido em anos, com diversas disciplinas isoladas umas das outras e distante da vida, permanece porque está centrado no poder do professor. Um novo modelo de escola se dedica menos ao ensino e mais à aprendizagem, não se satisfaz em ministrar conteúdos, mas acompanha e estimula os alunos no exercício de suas diferenças, monitorando suas dificuldades e aptidões. Não é de reprovação que precisamos, mas de uma escola que se comprometa com qualquer aluno, que se dedique a cada um deles, que trabalhe em prol do seu sucesso, e, para isso, promova situações de aprendizagem cada vez mais elaboradas e integradas entre si. Precisamos de uma escola disposta a se transformar e crescer para atender às necessidades das diferentes crianças e jovens, em seu processo de desenvolvimento. Uma escola que estimule a participação, a pesquisa e o pensamento crítico, uma escola democrática, que possa existir realmente para todos."

VIVIANE MOSÉ (aquela filósofa que fazia aparições especiais no Fantástico)"

Agora compare as reflexões da autora acima com um texto que foi produzido no "calor" da discussão (a palavra é mais adequada que debate) sobre essas alterações. Fiz a proposta original de redação que sofreu bem poucas modificações pelo grupo de colegas da Escola Municipal Maria Isabel Bivar onde trabalho. O texto que reproduzo abaixo e foi enviado para orgãos de imprensa, Conselho Municipal de Educação, Secretária Municipal de Educação e gabinete do Prefeito Cesar Maia. Ele representou a tentativa de sintetização possível da opinião coletiva em uma reflexão critica que fosse tão téorica na argumentação como prática na proposição:

Rio de Janeiro, 16 de maio de 2007.

CARTA DO MAGISTÉRIO DA ESCOLA MUNICIPAL MARIA ISABEL BIVAR


Ao Prefeito da Cidade do Rio de Janeiro, CÉSAR MAIA.
Com cópias para:
Secretária Municipal de Educação SONIA MOGRABI
3ª Coordenadoria Regional de Educação da SME/RJ
Conselho Municipal de Educação do Rio de Janeiro

Agora o ‘burro’ vai ser aprovado!” (Declaração de uma das alunas representantes do Grêmio, da Escola Municipal Maria Isabel Bivar, no dia do último Conselho de Classe).

A declaração acima foi feita em resposta ao questionamento sobre a opinião, da referida aluna, em relação às mudanças divulgadas no critério avaliativo da rede municipal do Rio de Janeiro. A frase aumentou ainda mais a polêmica, no debate sobre o tema, que já existia no citado Conselho de Classe. O texto que está sendo iniciado tenta ser uma resposta sintética a indagação da aluna bem como uma reflexão breve da angústia que a situação gerou neste corpo docente e suas propostas de superação. É uma carta dirigida as principais autoridades executivas de gestão, formulação e fiscalização do sistema de educação pública municipal do Rio de Janeiro. Esperamos, ansiosamente, uma resposta.
O assunto é tão polêmico por ter relação com a modificação na avaliação conceitual praticada nas escolas municipais como complemento da implantação do programa de ciclos de aprendizagem. Concretamente a mudança, na percepção mais imediata do corpo discente, exclui a utilização dos conceitos O – Ótimo – anteriormente usado nos alunos de melhor aprendizagem e I – Insuficiente – reservado aos alunos com maior dificuldade em aprender e que poderia ser base para uma possível reprovação do ano escolar. Foram mantidos os conceitos MB – Muito Bom, B – Bom e R – Regular que não podem possibilitar retenção no ano escolar e devem ser usados de maneira “global”, ou seja, unificados formalmente em todas as disciplinas para cada aluno, também, pelos Professores do segundo segmento do ensino fundamental. A posição pública da maior autoridade do governo municipal carioca pode ser resumida em uma declaração da própria:
O sistema é o que se usa nos países onde a educação é máxima prioridade. O conceito é o seguinte: em uma sociedade da informação num mundo descontínuo especialmente para os mais pobres – base da escola pública – que são submetidos à TV dos adultos e não tem escrivaninha, estante ou laptop em casa, querer ter um processo seriado e contínuo nas escolas é criar uma escola excludente. Seria como voltar aos padrões do século XIX”. (Declaração do Prefeito CÉSAR MAIA, sobre a questão da resolução de avaliação, publicada na edição do Jornal do Brasil do dia 06/05/2007).
O que explica então a angústia vivida no Magistério e o sentido da afirmação da aluna? Será que parcela significativa dos Professores da rede municipal do Rio de Janeiro, e desta unidade escolar, tem a mentalidade pedagógica do século XIX e, por isso, fica tão angustiada diante de uma forma de avaliação tão desenvolvida e contemporânea? Será que um espontâneo senso comum discente que relaciona a dificuldade no aprendizado escolar com uma “burrice” individual não pode alcançar um previsto bom senso educacional tão moderno como inclusivo pedagogicamente? Enfim qual é o problema que alimenta tanta polêmica? Na opinião coletiva, aqui expressa, identificamos dois problemas fundamentais no processo de implementação dos ciclos de aprendizagem. Podemos dizer sinteticamente que um é de conteúdo e o outro de forma.
Não podemos negar a validade do debate pedagógico sobre a utilização de um processo ciclado de avaliação. Diversos pesquisadores e teóricos da pedagogia, de autoridade relevante, produziram trabalhos abordando positivamente o seu uso. Já existem diferentes experiências de outras redes municipais com os ciclos educacionais e a atual LDB possibilita totalmente a sua implementação. Onde está, então, a dificuldade do conteúdo desta proposta pedagógica? Na falta de melhorias básicas da estrutura material (aumento do número de escolas, redução da média de alunos por turma, recursos pedagógicos abundantes, etc.) e na condição profissional (planos de carreira valorizadores, base salarial atraente, reciclagem/formação constante e generalizada, fartura de profissionais bem remunerados e complementadores do trabalho pedagógico tais como os administrativos escolares ou de outras áreas como a saúde, serviço social, segurança, etc.). Somente atendendo essas reivindicações será possível uma implementação mais séria dos ciclos.
Na grande maioria das experiências educacionais cicladas o grande chamariz é a melhoria dos índices de avaliação com a implantação da aprovação automática dentro do período interno de cada ciclo. É uma preocupação quantitativa que subordina a qualitativa confirmando o problema de conteúdo que somente é resolvido ampliando muito o orçamento da educação pública. O exemplo do rendimento decepcionante dos alunos do município de Campos na última avaliação externa do governo federal foi culpabilizado expressamente, pela atual Secretaria Municipal de Educação local, ao modelo ciclado de aprovação automática praticado no governo anterior do Município. A solução adotada é reveladora: para “melhorar a qualidade” educacional foram retomadas, na gestão educacional presente, as avaliações com possibilidades de reprovação. É necessário frisar aqui o desempenho não muito melhor do Município do Rio de Janeiro na mesma avaliação federal. Implementar ciclos sem grandes investimentos estruturais e profissionais significa perder a oportunidade de experimentar, seriamente, uma pedagogia valiosa e praticar o que alguns sociólogos da educação chamam de “exclusão do interior”, isto é, reproduzir de forma disfarçada e implícita a mesma exclusão que é combatida publicamente ao...
“... instaurar práticas de exclusão suaves, ou melhor, insensíveis, no duplo sentido de contínuas, graduais e imperceptíveis, desapercebidas tanto por aqueles que as exercem quanto por aqueles que as sofrem (...) A Escola exclui como sempre”. (BOURDIEU, P. & CHAMPAGNE, P. “Les exclus de l’ interieur” in BOURDIEU. Pierre. org.- La misère du monde. Páginas 601-2 apud BONNEWITZ, Patrice. Primeiras Lições sobre a Sociologia de P. Bourdieu. Petrópolis, Vozes, 2003, p. 127 já existe tradução portuguesa da obra original)
A problemática da forma tem um impacto mais imediato para quem defende uma proposta de educação democrática e democratizante. A ausência de um amplo e constante debate prévio dos Profissionais de Educação, Alunos, Familiares e Comunidade sobre as modificações é muito preocupante e tem um efeito revelador. Não adianta a SME/RJ alegar que nos últimos anos “consultou comissões de professores” que representaram a base, supostamente, democrática na formulação da conclusão dos Ciclos. Quando a SME/RJ quer avaliar uma gestão dirigente escolar qualquer – o que é feito todo ano – envia questionários para cada escola para que o Conselho Escola Comunidade local reúna todos os segmentos escolares na produção de um relatório representativo da opinião do coletivo. Na avaliação anual da Direção Escolar existe muito mais cuidado de consulta do que quando a SME/RJ quer consultar sobre a estratégia da avaliação pedagógica praticada nas escolas municipais. Poderia ser diferente? Depende da intenção política final. Debater coletivamente significa, verdadeiramente, possibilitar a construção coletiva da decisão. Discutir em “pequenos comitês” quase desconhecidos revela desejo de controle e autoritarismo predominante do centro dirigente.
Assim a forma equivocada deste processo somente terá correção quando a Prefeitura assumir o objetivo de socializar, realmente, o debate e a decisão com a comunidade escolar. Como fazer? Duas sugestões entre muitas: solicitar que cada CEC reúna os seus segmentos para avaliar as mudanças propostas e produza um relatório sintético de análise/propostas da sua unidade escolar e a convocação/realização de um grande Congresso de Educação Municipal – com a participação dos representantes dos segmentos de cada unidade escolar municipal, suas entidades de organização coletivas e Universidades - que debata as opiniões dos relatórios bem como tenha autoridade para deliberar sobre a forma de avaliação do Sistema de Educação Pública da Cidade do Rio de Janeiro. Na realidade cada mandato de Prefeito deveria ser marcado por uma iniciativa semelhante para demonstrar concretamente que uma política educacional deve ser uma construção coletiva e democrática na prática e não apenas na teoria. Querem outro exemplo da necessidade premente do debate deliberativo coletivo? Nas palavras de livro original da Multieducação:
É urgente uma reflexão sobre que papel o processo avaliativo tem desempenhado no sentido de conferir aos alunos o direito à cidadania. A exclusão da escola causada por sucessivas reprovações nada contribui para que os alunos tenham este direito assegurado. A reprovação de um aluno deve-se constituir antes numa exceção do que em uma norma de tão aceita que já se tornou natural. A Multieducação não propõe a reprovação que penaliza e exclui nem a aprovação automática. Ela propõe um repensar sobre o processo de ensino aprendizagem que envolve um repensar sobre o planejamento, desenvolvimento e avaliação do processo ensino aprendizagem”. (SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DO RIO DE JANEIRO. Multieducação: núcleo curricular básico. Rio de Janeiro, Imprensa da Cidade – PMRJ, 1996, páginas 388 e 389, grifos nossos).
Qual foi a urgência demonstrada pelo poder público municipal em promover ou estimular a reflexão educacional e, principalmente, dividir a responsabilidade da decisão sobre os rumos da mesma na prática pedagógica cotidiana? Será que as discussões e reflexões feitas nas equipes pedagógicas de cada CRE, em conjunto com as “representações” de comissões de professores, autorizaram a conclusão de uma determinada visão de ciclos pedagógicos? Porém, como sempre dizem em certas reuniões, e a opinião do “campo”? O que deve ser o “campo”? Não será o conjunto de Profissionais de Educação e a Comunidade Escolar de cada unidade educacional? Quantas reuniões regulares, bem divulgadas e deliberativas ocorreram, nos últimos dez anos, com todos os setores destas comunidades em que foi detalhada cada proposta pedagógica e refletida coletivamente a avaliação do seu mérito? Qual espaço decisório cada coletividade educacional teve acesso, e participação, na definição das questões polêmicas? Será que os gestores da educação pública carioca do século XXI aceitam o desafio, que para alguns pode até remontar as idéias do século passado, deste método de construção coletiva?
Como terminar a carta? Solicitando as autoridades destinatárias da mesma que reflitam sobre o que entendemos como equívocos aqui apontados na aplicação prática do seu pensamento educacional. Conclamando que seja aberto, imediatamente, um processo coletivo de consulta e decisão sobre a melhor metodologia de ensino, aprendizagem e avaliação com plena garantia da participação de todos os setores de cada comunidade escolar. Queremos muito? Pretendemos demais? Acreditamos concretamente que não. Sendo ainda mais sinceros avaliamos que somente não concordam com essas ações estratégicas as pessoas implicitamente descomprometidas com a escola pública democrática ou aqueles explicitamente possuidores da verdadeira “burrice” ou ignorância pedagógica.

ASSINAM O TEXTO OS SEGUINTES MEMBROS DO MAGISTÉRIO PÚBLICO DA ESCOLA MUNICIPAL MARIA ISABEL BIVAR EM ORDEM ALFABÉTICA:

Alexandre Furtado – 10/199549-7
Américo Homem da Rocha Filho – 10/114836-9
Cecília Maria – 10/106699-2
Diva Maria M. Barbosa – 10/176444-8
Izabel Cristina Gomes da Costa – 10/169747-3
Kátia de Oliveira Ferreira – 10/017371-6
Lidiane Guedes Ferreira – 10/207038-1
Luciana Aparecida da Silva – 10/202730-8
Maria de Fátima M. Mendonça – 10/11588-0
Maria Olympia L. de Castro – 10/013769-5
Mariane Fernandes de Catanzaro – 10/217011-6
Marylin Barbosa da Silva – 10/146400-7
Paulo César dos Santos Alexandre – 10/138655-6
Paulo Dias – 10/108354-2
Reinaldo Barbosa Neto – 10/169787-9
Rogéria dos Santos – 10/088877-6
Rosana C. Bomfim – 10/233817-6
Sérgio Paulo Aurnheimer Filho – 10/169725-9
Stella de Fátima G. da Silveira – 10/016726-2
Yara Veiga Cavalcanti – 10/104334-8

domingo, 26 de outubro de 2008

Como hoje é feriado...


No meio do caminho, tinha um professor.



Descobrir o limite entre liberdade e autoritarismo em nossa prática docente não é tarefa das mais fáceis, mas não é por isto que não devamos trocar experiências e, por que não dizer, procurar em autores de referência o que a Pedagogia, a Filosofia, a Psicologia têm para nos auxiliar nisto que entendemos como um grande desafio de nossa atuação em sala de aula: quais os caminhos de que dispomos para auxiliar nossos alunos na compreensão do que diferencia a atitude egoísta do ato solidário? A dependência da autonomia? Ou seja, como despertar a crítica e a reflexão, através de debates em sala de aula, mantendo a disciplina suficiente, para garantir que todos (sem exceção) possam expressar suas verdades, aprendendo a respeitar a opinião alheia e se fazendo respeitar, em suas convicções?

Há muito que não aceitamos mais o que o senso comum tentava nos ensinar: “educação se traz de casa”, pois, o que vemos no ambiente escolar, na maioria das vezes, contraria esta afirmação.

Então, se ela não é item obrigatório, disputando espaço com celular, caderno, livros e canetas na mochila de nossos alunos, qual o espaço que lhe compete?

Ou devemos continuar “empurrando pra debaixo do tapete” aquilo que os PCN incluem em seus conteúdos - o saber ser – permanecendo com nossa prática em torno dos dados, conceitos e procedimentos.

Se os conteúdos atitudinais embasam o caráter e a personalidade a serem desenvolvidos pelos nossos alunos, por que não os trabalhamos efetivamente em toda a esfera da didática?

Para as nossas avaliações em testes, trabalhos e provas, elaboramos questões “cobrando” dados, conceitos e procedimentos. Mas, em que momento avaliamos (cientificamente falando) as atitudes de nossos alunos? Elas só existem para facilitar a separação que fazemos de alunos bagunceiros dos “nerds” e, assim, contribuímos com nossa parcela, isolando aqueles que receberão um tratamento diferenciado daqueles que, provavelmente, a vida cocluirá a exclusão definitiva iniciada em nossas salas-de-aula?
Rοiτ®

Paulo Freire

"Ensinar exige reconhecer que a educação é ideológica."

(Pedagogia da autonomia)