quarta-feira, 11 de abril de 2012

Concurso Faetec 2010/2011 - Audiência na Alerj, 11/04/2012

Transcrição da Audiência Pública realizada na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, em 11/04/2012 (Julio Cesar Roitberg)
Pauta: Tema central - Faetec Prof. Marcelo Costa - Sindepefaetec, iniciou a fala com uma denúncia "muitos vieram do interior do Estado que não puderam entrar [...] Há muita gente lá fora aguardando o que estamos decidindo..." Haverá uma rápida assembleia a ocorrer na escadaria sobre tudo o que for dito aqui e será repassado assim que acabar a audiência.
A pressão do Sepe e da categoria garantiu a antecipação do Nova Escola aos profs da Seeduc, cujo salario, proporcionalmente, ultrapassou o salário dos profs. da Faetec. Havia um discurso falacioso sobre a imagem destes "marajás do estudo no RJ", dentre outras.
Sobre o concurso afirmou que a Faetec, através de e-mail corporativo, diz que chamou o nº de concursados (depois de 8 anos sem concurso público!), mas não disse sobre este mesmo nº dos contratados: um monte! Daí a necessidade de se chamar muito mais concursados aprovados, principalmente em Bacaxá e Imbariê, escolas técnicas novinhas.
Nem 10% dos profs. são concursados. "Uma gota no oceano de concursados em relação aos contratados". É necessário optar por um trabalho sério, e, não fantasioso. Sobre o vale transporte, até hoje, muitos servidores do interior do Estado, não o recebe.


Leia o texto na íntegra

domingo, 11 de dezembro de 2011

Tartarugas não são ninjas!!!

Apesar de que o cinema teima em afirmar, nenhuma tartaruga de verdade consegue realizar as proezas da ficção. 
Tudo bem que elas até consigam suportar os dias inteiros dentro de caixas sem ventilação no comércio de animais; servindo de brinquedo às criancinhas. 
Afinal, pimenta na língua do outro, pouco nos agride... 
Mas, dificilmente, sobrevivem a sacrifícios extremos como ficar entalada em um anel de garrafa pet.
Esta, por exemplo, supostamente, conseguiu crescer com um 
destes aneis plásticos em torno do casco.
Isto pode e tem de ser evitado, apenas rompendo e retirando os aneis do gargalo, antes de descartar as garrafas e outras embalagens contendo elementos que colocarão em risco 
a integridade destes seres.
Saiba mais sobre o cuidado com estes e outros seres com gente que aprendeu muito sobre o respeito a todos os seres, independente da forma como se apresentam, clicando nas imagens.

sábado, 10 de dezembro de 2011

Transportes públicos metropolitanos e a homeostase urbana

Fila de ônibus


Transportes públicos metropolitanos e a homeostase urbana: para a compreensão do Princípio do anel retroativo entre o caos e o cosmos na Maravilhosa Cidade do Rio de Janeiro 

Na tarde chuvosa de 9/12/2012, sexta-feira, eu e a Ana Paula entramos na fila pro ônibus de Campo Grande, que nos levaria ao West Shopping, pra uma “saidinha” com a sua turma da Rural. Como a proteção é muito estreita, não havia espaço para todos. Mal a chuva começou a apertar, houve uma súbita acomodação, a tal ponto de que, muitos, assim como nós, que não poderíamos nos abrigar, pudéssemos nos proteger. Assim como em muitas destas proteções, espalhadas por toda a cidade, havia uma senhora deitada no chão, quase encostada no muro, em situação de deplorável mendicância.  Próximo ao meio-fio, desprotegido pela marquise, havia dois vendedores de biscoito, água, amendoim... com várias caixas de isopor, protegidas por plásticos. Após registrar este momento na fila, comentei com a Ana sob um dos princípios de um novo fazer, de uma nova ciência, apontados por Morin (2003) – o da homeostase – que tenho percebido bastante nas aglomerações do Rio de Janeiro, principalmente, nos transportes públicos, como no metrô, nos trens, nos ônibus. TEXTO COMPLETO

sábado, 24 de setembro de 2011

Ao vencedor, as batatas!


            Machado de Assis (1839-1908), em Quincas Borba, publicada entre 15/06/1886 e 15/09/1891, na revista Estação, expõe a filosofia inventada por Quincas Borba, de que a vida é um campo de batalha onde só os mais fortes sobrevivem e os fracos e ingênuos são manipulados e aniquilados pelos superiores e espertos, que, em seu romance, ao final, terminam vivos e ricos.

            Quincas Borba, protagonista, expõe o princípio de Humanitas a Rubião: “Não há morte. O encontro de duas expansões, ou expansão de duas formas pode determinar a supressão de uma delas” (p. 19). Daí que, para explicar melhor, criou a célebre frase: “Ao vencedor, as batatas”, passando a ser este o foco principal da obra:

            “Supõe tu um campo de batatas e duas tribos famintas. As batatas chegam apenas para alimentar uma das tribos, que assim adquire forças para transpor a montanha e ir à outra vertente, onde há batatas em abundância; mas se as duas tribos dividirem em paz as batatas do campo, não chegam a nutrir-se suficientemente e morrerão de inanição. A paz, neste caso, é a destruição; a guerra, é a conservação.” (p. 19)

            Então, uma das tribos extermina a outra e recolhe seus despojos, alegrando-se com a vitória, dançando e cantando. Segundo o Quincas, expondo sua filosofia, se a guerra não fosse isso, não existiriam tais demonstrações de alegria. “Ao vencido, ódio ou compaixão; Ao vencedor, as batatas.”

            Seria este, também, o princípio norteador da Escola: a conservação do si mesmo através da derrota do outro? O sucesso no fracasso do colega? A vitória diante do revés do amigo? Se a o objetivo da educação é tornar o educando um ser socialmente produtivo, um cidadão pleno em sua participação, anulando as individualidades, competindo pelos melhores resultados, o contrário não seria o desafio de tornar o currículo adaptável às necessidades de emancipação e desenvolvimento de uma consciência livre em busca da felicidade?

            Entretanto, a escolarização, que forja e reforça, no imaginário da juventude, a necessidade da produção e do consumo, da competição e do acúmulo, como valores de empoderamento, entendo como um deslocamento de sua função primordial, i.e., cf. Marcuse, em Eros e Civilização, ao invés do desenvolvimento  “de um homem com boa consciência para fazer da vida um fim em si mesmo, para viver com alegria uma vida sem medo.” (pp. 8-9)

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Justiça proíbe governo do Rio de cortar o ponto de professore​s em greve

RIO - O Tribunal de Justiça do Rio concedeu liminar em favor do
Sindicato Estadual dos Profissonais de Educação (Sepe), impedindo o
corte no ponto dos profissionais da rede estadual de ensino, em greve
desde o dia 7 de junho. A decisão também impede que o governo do
estado desconte os dias parados e determina que seja feita a
devolução, em folha suplementar, dos valores que já tenham sido
indevidamente descontados. De acordo com o Sepe, a medida é uma
vitória da mobilização da categoria que, por duas vezes foi até o
Fórum acompanhar audiências da direção do Sepe com o juiz encarregado
de julgar o pedido de liminar do sindicato para impedir o corte no
ponto dos grevistas.
Segue abaixo um trecho do parecer do juiz:
"Assim sendo pelas motivações acima expositadas, e, ainda, tendo como
presentes os requisitos essenciais à sua concessão, defiro a tutela
antecipada reivindicada exordialmente pela parte autora (Sepe), para
determinar a parte ré (Governo do Estado) de se obstar a efetivar o
desconto dos vencimentos dos servidores, a título de "falta", pelos
dias em que estiveram paralisados, em virtude da greve (...) Os
valores, por ventura, indevidamente descontados, devem ser pagos
mediante folha de pagamento suplementar, ficando, ainda, vedada
qualquer anotação em folha funcional, em virtude de tal paralisação.
Intime-se a parte Ré para ciência e cumprimento desta decisão e
cite-se o mesmo, com as observações legais. (...)"
Nesta sexta-feira os professores realizam um nova assembleia geral, no
Clube Municipal, na Tijuca, às 14h, para discutir os rumos do
movimento. As principais reivindicações da categoria são o reajuste
emergencial de 26%, a incorporação imediata da gratificação do Nova
Escola e o descongelamento do Plano de Carreira dos Funcionários
Administrativos.

Fonte: http://oglobo.globo.com/educacao/mat/2011/07/07/justica-proibe-governo-do-rio-de-cortar-ponto-de-professores-em-greve-924861014.asp#ixzz1RSjQZWI2

Leia mais sobre esse assunto em
http://oglobo.globo.com/educacao/mat/2011/07/07/justica-proibe-governo-do-rio-de-cortar-ponto-de-professores-em-greve-924861014.asp#ixzz1RSD1QNoF

quinta-feira, 23 de junho de 2011

PURA REALIDADE!!!

O cara termina o segundo grau e não tem vontade de fazer uma faculdade.

O pai, meio mão de ferro, dá um apertão:

 - Ahh, não quer estudar? Bem, perfeito. Vadio dentro de casa eu não mantenho, então vai trabalhar...

O velho, que tem muitos amigos, fala com um deles, que fala com outro atéque ele consegue uma audiência com um político que foi seu colega lá na época de muito tempo atrás:

- Rodriguez!!!! Meu velho amigo!!! Tu te lembra do meu filho? Pois é, terminou o segundo grau e anda meio à toa, não quer estudar. Será que tu não consegue nada pro rapaz não ficar em casa vagabundando?

Aos 3 dias, Rodriguez liga:- Zé, já tenho. Assessor na Comissão de Saúde no Congresso, R$ 13.700,00 por mês, prá começar.

- Tu tá loco!!!!! O guri recém terminou o colégio, não vai querer estudar mais, consegue algo mais abaixo...

Dois dias depois:
- Zé, secretário de um deputado, salário modesto, R$ 9.800,00, tá bom assim?

- Nãooooo, Rodriguez, algo com um salário menor, eu quero que o guri tenha vontade de estudar depois....Consegue outra coisa.

- Zé, não sei se ele vai aceitar, mas tem um de assessor da câmara, que é só de R$.6.500,00...

- Não, não ainda é muito, aí que ele não estuda mais mesmo.

- Olha Zé, a única coisa que eu posso conseguir é um carguinho de ajudantede arquivo, alguma coisa de informática, mas aí o salário é uma merreca, R$ 3.800,00 por mês e nada mais....

- Rodriguez, isso não, por favor, alguma coisa de 510,00 a 600,00 ou 700,00
 no máximo.

- Isso é impossível Zé!

- Mas, por quê?

- PORQUE ESSES VALORES SÃO DE CONCURSO PARA CARGOS DE PROFESSOR, E PRECISA TER CURSO SUPERIOR, MESTRADO, DOUTORADO, É MUITO DIFÍCIL MESMO!


Por Igor Cardoso, em 23/06/2011, por e-mail

Petição Manifesto dos Educadores e Defensores da Causa da Educação Pública em Solidariedade a Luta dos Profissionais da Educação do Rio de Janeiro

Divulgando...

Postado em Luta Educadora, 23/06/2011

 
Petição Manifesto dos Educadores e Defensores da Causa da Educação Pública em Solidariedade a Luta dos Profissionais da Educação do Rio de Janeiro

MANIFESTO DOS EDUCADORES E DEFENSORES DA CAUSA DA EDUCAÇÃO PÚBLICA EM SOLIDARIEDADE A LUTA DOS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO DO RIO DE JANEIRO
 
Após infrutíferas tentativas de negociação, que se arrastam por anos, os profissionais da educação do Estado do Rio de Janeiro, em concorrida Assembléia, realizada no dia 7 de junho de 2011, decidiram deflagrar greve. Atualmente, um professor graduado recebe R$ 750,00 brutos e um funcionário tem piso de 433,00. Somente em 2011, 2,4 mil professores pediram exoneração por completa falta de perspectiva de valorização profissional. A questão afeta a formação de novos professores nas universidades, pois, concretamente, muitos avaliam que a opção pela educação pública implica privações econômicas insuportáveis. As principais reivindicações da greve objetivam criar um patamar mínimo para que a escola pública estadual possa ser reconstruída: reajuste de 26%, incorporação da gratificação do “Nova Escola”, liberação de 1/3 da jornada de trabalho para preparação de aulas, atendimento a estudantes, participação em reuniões etc., eleições diretas nas escolas e melhoria da infraestrutura geral da rede.
Compreendemos que a greve não é episódica e conjuntural. Ao contrário, está inscrita em um escopo muito mais amplo: objetiva sensibilizar a sociedade brasileira para uma das mais cruciais questões políticas não resolvidas da formação social brasileira: o reduzido montante de recursos estatais para a educação pública acarretando um quadro de sucateamento da rede pública e a paulatina transferência de atribuições do Estado para o mercado, por meio de parcerias público-privadas.
Interesses particularistas de sindicatos patronais, de corporações da mídia, do agronegócio e, sobretudo, do setor financeiro arvoram-se o direito de educar a juventude brasileira. Para montar máquinas partidárias, diversos governos abrem as escolas à uma miríade de seitas religiosas retrocedendo no valor da escola laica.
Estamos cientes de que não é um exagero afirmar que o futuro da escola pública está em questão. A luta dos trabalhadores da educação do Rio de Janeiro é generosa, resgata valores fundacionais para uma sociedade democrática e, por isso, nos solidarizamos, fortemente, com a luta em curso. Os recursos existem, desde que a educação seja uma prioridade. Por isso, instamos o governador Sérgio Cabral a negociar de modo verdadeiro com o SEPE, objetivando resolver a referida agenda mínima e a restabelecer o diálogo com os educadores comprometidos com a educação pública, não mercantil, capaz de contribuir para a formação integral das crianças e dos jovens do Estado do Rio de Janeiro.
Rio de Janeiro, 20 de junho de 2011
Primeiros signatários:
NOME /INSTITUIÇÃO
Roberto Leher - UFRJ
Carlos Nelson Coutinho – UFRJ
Gaudêncio Frigotto - UERJ
Virginia Fontes –UFF/ Fiocruz
Anita Leocádia Prestes -UFRJ
Marcelo Mattos Badaró – UFF
Ceci Juruá – UFRJ
Anita Handfas –UFRJ
Jailson dos Santos - UFRJ
Lorene Figueiredo –UFF
Ângela Siqueira –UFF
Lia Tiriba, UFF/ UNIRIO
Angela Rabello Maciel de Barros Tamberlini – UFF
José Luiz Antunes –UFF
Cecília Goulart- UFF
Iolanda de Oliveira – UFF
Cristina Miranda -UFRJ
Sara Granemann - UFRJ
Janete Luzia Leite - UFRJ
Fernando Celso Villar Marinho - UFRJ

Clara de Goes - UFRJ
José Miguel Bendrao Saldanha –UFRJ
Lenise Lima –UFRJ
Cleusa Santos –UFRJ
Vera Maria Martins Salim – UFRJ
Leandro Nogueira S. Filho – UFRJ
Letícia Legay – UFRJ
Luis Eduardo Acosta – UFRJ
Regina H Simões Barbosa – UFRJ
Francisco José da Silveira Lobo Neto - Fiocruz
Salatiel Menezes - UFRJ
Ana Maria Lana Ramos - UFF
Maria Inês Souza Bravo -UERJ
José Henrique Sanglard - EP/UFRJ

Paulo Freire

"Ensinar exige reconhecer que a educação é ideológica."

(Pedagogia da autonomia)