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terça-feira, 4 de agosto de 2009

Secretário de Educação da Bahia exonerado por conta de palavrões em revista.



Revista pedagógica "Viva" , direcionada a professores da Secretaria Estadual de Educação da Bahia pode ter provocado a demissão do Secretario de Educação Adeum Sauer.

O Secretário de Educação da Bahia foi demitido pelo governador Jaques Wagner.

A demissão aconteceu após a distribuição de revistas pedagógicas contendo uma tirinha do Gibi do Chico Bento com os diálogos originais alterados e palavras substituídas por palavrão.

O Secretário não explicou quais foram os motivos de sua demissão, segundo ele, o governador é que deverá dar mais detalhes.

A Revista pedagógica "Viva" , direcionada a professores da Secretaria Estadual de Educação da Bahia pode ter provacado a demissão do Secretário de Educação Adeum Sauer.

O Secretário de Educação da Bahia foi demitido pelo governador Jaques Wagner.

A demissão aconteceu após a distribuição de revistas pedagógicas contendo uma tirinha do Gibi do Chico Bento com os diálogos originais alterados e palavras substituídas por palavrão.

O Secretário não explicou quais foram os motivos de sua demissão, segundo ele, o governador é que deverá dar mais detalhes.

No enredo, um coleguinha de Chico Bento, aparentemente de família rica, se gaba de que o pai possui 800 cabeças de gado.

Dá pra se ter uma idéia o que foi que o Chico, enfezado, mandou seu colega fazer com as cabeças de gado de seu papai ?!

Veja a reportagem em "A Tarde"

sábado, 18 de abril de 2009

CHAMADA PARA PUBLICAÇÃO (2)

A Revista ENTRETEXTOS é uma publicação anual coordenada por discentes do Programa de Pós-Graduação em Estudos da Linguagem, da Universidade Estadual de Londrina.
Destina-se a docentes e discentes, além de estar aberta também a colaboradores do exterior, cujos trabalhos se enquadrem nas temáticas relacionadas às duas áreas de concentração de nosso Programa:
1- Linguagem e Significação
a) Análise e descrição lingüística
b) Estudos do texto/discurso
2-Linguagem e Educação
a) Ensino e Aprendizagem de Língua Portuguesa e Outras Linguagens;
b) Ensino e Aprendizagem de Línguas Estrangeiras.
Para submeter seu trabalho, verifique se ele contempla as supracitadas linhas de pesquisa, bem como se atende às Instruções e Normas para Publicação de Artigos e Resenhas apresentadas abaixo.
É importante enfatizar que, ao enviar seu texto à comissão editorial, o autor deve informar a linha de pesquisa para a qual o trabalho está ajustado.
A preferência será dada aos trabalhos inéditos, que podem ser encaminhados sob a forma de Artigo ou Resenha, respeitando-se as normas da ABNT.
Os trabalhos serão avaliados em duas etapas:

1)Pela Comissão Editorial: o trabalho poderá ser desclassificado se: a) estiver fora das normas da ABNT; b) voltar-se a temáticas inadequadas às áreas de concentração do Programa; c)tratar-se apenas de uma revisão da literatura sem problematização ou posicionamento crítico; d) apresentar-se com problemas sérios de coerência e/ou coesão, além de formatação.

2)Posteriormente, os trabalhos selecionados são enviados anonimamente a dois consultores que compõem o corpo editorial. Dois pareceres contrários desclassificam o trabalho e, em havendo discordância, consulta-se um terceiro parecerista.

O envio do trabalho implica, automaticamente, a concessão dos direitos autorais a ele referentes. Os artigos presentes na Revista Entretextos são publicados mediante a autorização expressa de seus autores, sobre os quais recaem as respectivas responsabilidades legais relativas às informações neles articuladas.

A data-envio para os artigos estará disponível em breve.

Enviá-los para o seguinte endereço:

Programa de Pós-Graduação em Estudos da Linguagem
Universidade Estadual de Londrina
Centro de Letras e Ciências Humanas
Secretaria de Pós-Graduação
Campus Universitário - C. Postal 6001 - CEP 86051-990
Londrina - Paraná - Brasil
Fone/Fax: 55 43 3371 4624

OU, preferencialmente, para o seguinte endereço eletrônico:

entretextos@hotmail.com

INSTRUÇÕES E NORMAS PARA PUBLICAÇÃO DE ARTIGOS E RESENHAS
1. ENTRETEXTOS, ISSN 1519-5392, é publicada ANUALMENTE, pelo Programa de Pós-Graduação em Estudos da Linguagem, da Universidade Estadual de Londrina.
2. Autores com titulação abaixo de MESTRE poderão publicar artigos ou resenhas apenas em co-autoria com DOUTORES.
3.As RESENHAS poderão ter o mínimo de 2 (duas) e o máximo de 3 (três) páginas, contendo o registro e a crítica de obras, livros, teses, monografias, etc., publicados recentemente. Autores com titulação abaixo de Mestre só poderão publicar trabalho em co-autoria com um autor de titulação superior.
4. Os ARTIGOS podem ser publicados em português, inglês, ou espanhol, devendo ter, no máximo, 15 (quinze) páginas numeradas e serão admitidos no máximo 3 (três) autores por artigo, sendo que cada autor poderá publicar somente 1 (um) trabalho.
5. A formatação para os trabalhos deve obedecer às seguintes orientações:
• PROGRAMA: Microsoft Word for Windows;
• FONTE: Times New Roman
• TAMANHO: 12;
• PAPEL: A4;
• MARGENS - Superior: 2,5 cm.; Inferior: 2,5 cm.; Direita: 3 cm.;Esquerda: 3 cm;
• TÍTULO: Centralizado, em maiúsculas, em negrito, na primeira linha da página;
• SUBTÍTULOS: em negrito, com apenas a primeira letra de cada palavra em caixa alta, alinhado à esquerda, sem numeração e com negrito;
• NOME DO AUTOR(ES): o(s) nome(s) do(s) autor(es) deve(m) vir completo(s), sem abreviação, na ordem direta, 2 (duas) linhas abaixo do título, alinhados à direita, com apenas a primeira letra de cada nome ou sobrenome em caixa alta;
• INSTITUIÇÃO: deve ser mencionada a sigla da instituição diante do(s) nome(s) do(s) autor(es), entre parênteses;
• RESUMO: a palavra RESUMO deve vir em maiúscula e negrito, seguida ponto, na terceira linha abaixo do nome, alinhamento justificado. Na mesma linha, iniciar o texto do RESUMO, de no máximo 200 (duzentas) palavras, contendo o objetivo da pesquisa, o referencial teórico, os métodos e corpus de investigação e os resultados alcançados.
• PALAVRAS-CHAVE: a expressão palavras-chave deve vir em negrito, apenas com a primeira letra em maiúscula, seguida de 2 (dois) pontos, na segunda linha abaixo do RESUMO. Utilizar entre 3 e 5 (cinco) palavras-chave, separadas por ponto e vírgula;
• ABSTRACT: a palavra ABSTRACT deve vir em maiúsculas e negrito, seguida de ponto, na terceira linha abaixo das PALAVRAS-CHAVE, alinhamento justificado. Na mesma linha, iniciar o texto do abstract de no máximo 200 (duzentas) palavras, em inglês; Se houver problemas sérios de redação no Abstract, a comissão poderá não publicar o artigo, por não ser de sua competência a reformulação do texto em inglês.
• KEYWORDS: a expressão KEYWORDS deve vir em maiúsculas, seguida de 2 (dois) pontos, na segunda linha abaixo do /ABSTRACT/ e 2 (duas) linhas acima do início do texto. Utilizar entre 3 e 5 (cinco) keywords, em inglês e em itálico, separadas por ponto e vírgula;
• CORPO DO TEXTO: com alinhamento justificado.
• PARÁGRAFOS: parágrafos, exemplos, citações (um toque na tecla TAB);
• ESPAÇAMENTO: espaço 1,5 (entre linhas);
• CITAÇÕES: quando a citação tiver até 3 (três) linhas, deverá ficar no corpo do texto entre aspas. Quando tiver mais de 3 (três) linhas, deve ser retirada do corpo do texto, com espaço simples - antes e depois -, fonte 10 (sem itálico) e adentramento igual ao do parágrafo (um toque na tecla TAB).
• CHAMADAS: quando for entre parênteses, deve vir no seguinte formato: sobrenome – em caixa alta -, ano de publicação, página. Exemplo: (CÂNDIDO, 1989, p. 85). Quando não for entre parênteses, deve vir no seguinte formato: apenas com o primeiro sobrenome do autor em caixa alta e no corpo do texto, ano de publicação e página dentro dos parênteses. Exemplo: Candido (1989, p. 85);
• GRÁFICOS, TABELAS E QUADROS, IMAGENS, ILUSTRAÇÕES: devem aparecer no corpo do texto;
• PALAVRAS ESTRANGEIRAS: deverão ser grafadas em itálico.
• NOTAS: as notas deverão ser numeradas a partir do número 1 (um) e inseridas no fim da página em que aparecem no artigo. Se houver nota no título, marcar com (*). As notas de rodapé referente as informações adicionais dos autores devem ser marcados por (*), caso o título não tenha nota de rodapé, ou com (**), caso o título tenha nota de rodapé;
• TRANSCRIÇÃO FONÉTICA: fontes do IPA (localizadas no site http://www.sil.org/computing/fonts/);
• ABREVIAÇÕES: os textos não devem conter abreviações. Caso haja, estas deverão ser explicadas, entre parênteses, na primeira vez que aparecerem no texto. Exemplo: LA (Lingüística Aplicada);
• REFERÊNCIAS: devem seguir as normas da ABNT NBR 6023/2000; os nomes dos autores citados nas Referências devem ser escritos POR EXTENSO, não devendo haver, portanto, abreviações nas iniciais maiúsculas.
• Maiores informações consultar o site da Biblioteca Central da UEL.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Tropeços - a graça e a lógica de certos enganos da fala



Quem de nós já não ouviu piada semelhante?


Policial para o motorista:

- teje preso!

Ele responde:

- NÃO TEJO !

Agora, quando não é piada é que fica "complicado"...

Alguém, ao se perceber “tropeçando” na língua, começou a desfiar um enorme rosário de explicações gramaticais para aquilo que ele considerou um verdadeiro pecado contra o Santo Idioma Nosso de Cada Dia. E aí que me lembrei de um texto que falava exatamente sobre isso e que vale à pena ser lido, principalmente, por seu estilo.

Afinal de contas, apesar de que tanta gente fala que língua oral pouco tem a ver com a língua escrita, a gente costuma ficar sem graça quando se percebe cair nestas armadilhas.

O que fazer, então?
Tentar se explicar
Fingir que nem cometeu o tal erro...
Corrigir a própria gramática
Apresentar razões que a própria razão desconhece
Pedir desculpas
Não fazer nada.
Disfarçar

Vamos ao texto...

Tropeços - a graça e a lógica de certos enganos da fala

“Outro dia eu vinha pela rua e encontrei um mandinho, um guri desses que andam sem carpim, de bragueta aberta, soltando pandorga. Eu vinha de bici, descendo a lomba pra ir na lancheria comprar umas bergamotas...”
Se você não é gaúcho, provavelmente não entendeu nada do que eu estava contando. No Rio Grande do Sul a gente chama tangerina de bergamota e carne moída de guisado. Bidê, que a maioria usa no banheiro, é o nome que nós damos para a mesinha de cabeceira, que em alguns lugares chamam de criado mudo. E por aí vai. A privada nós chamamos de patente. Dizem que começou com a chegada dos primeiros vasos sanitários de louça, vindos da Inglaterra, que traziam impresso “Patent” número tal. E pegou. [...]
O Brasil tem dessas coisas, é um país maravilhoso, com o português como língua oficial, mas cheio de dialetos diferentes.
No Rio de Janeiro é “e aí merrmão! CB, sangue bom!”. Até eu entender que merrmão era “meu irmão” levou um tempo. Pra conseguir se comunicar, além de arranhar a garganta com o erre, você precisa aprender a chiar que nem chaleira velha: “vai rolá umasch paradasch ischperrtasch”.
Na cidade de São Paulo eles botam um “i” a mais na frente do “n”: “ôrra meu! Tô por deintro, mas não tô inteindeindo o que eu tô veindo”. E no interiorrr falam um erre todo enrolado: “a Ferrrnanda marrrcô a porrrteira”. Dá um nó na língua. A vantagem é que a pronúncia deles no inglês é ótima.
Em Mins, quer dizer em Minas, eles engolem letras e falam Belzonte, Nossenhora. Doidemais da conta, sô! Qualquer objeto é chamado de trem. Lembrei daquela história do mineirinho na plataforma da estação. Quando ouviu um apito, falou apontando as malas: “Muié, pega os trem que o bicho tá vindo”.
No nordeste é tudo meu rei, bichinho, ó xente. Pai é painho, mãe é mainha, vó é vóinha. E pra você conseguir falar com o acento típico da região, é só cantar a primeira sílaba de qualquer palavra numa nota mais aguda que as seguintes. As frases são sempre em escala descendente, ao contrário do sotaque gaúcho.
Mas o lugar mais interessante de todos é Florianópolis, um paraíso sobre a terra, abençoado por Nossa Senhora do Desterro. Os nativos tradicionais, conhecidos como Manezinhos da Ilha, têm o linguajar mais simpático da nossa língua brasileira. Chamam lagartixa de crocodilinho de parede.
Helicóptero é avião de rosca (que deve ser lido rôschca). Carne moída é boi ralado. Caso você queira
um pastel de carne, precisará pedir um envelope de boi ralado. Telefone público, o popular orelhão, é
conhecido como poste de prosa e a ficha de telefone é pastilha de prosa. Ovo eles chamam de semente de galinha e motel é lugar de instantinho. [...] Se você estiver por lá, viajando de carro, e precisar alguma informação sobre a estrada pra voltar pra casa, deve perguntar pela “Briói”, como é conhecida a BR 101.
Em Porto Alegre, uma empresa tentou lançar um serviço de entrega a domicílio de comida chinesa, o Tele China. Só que um dos significados de china no RS é prostituta. Claro que não deu certo. Imagina a confusão, um cara liga às 2 da manhã, a fim de uma loira, e recebe como sugestão Frango Xadrez com Rolinho Primavera e Banana Caramelada.
Tudo isso é muito engraçado, mas às vezes dá problema sério. A primeira vez que minha mãe foi ao Rio de Janeiro, entrou numa padaria e pediu: “Me dá um cacete!!!”. Cacete pra nós é pão francês. O padeiro caiu na risada, chamou-a num canto e tentou contornar a situação. Ela ingenuamente emendou: “Mas o senhor não tem pelo menos um cacetinho?”.
N. do T. – mandinho é garoto, carpim é meia, bragueta é braguilha, pandorga é pipa, bici é bicicleta, lomba é ladeira, lancheria é lanchonete.

RAMIL, Kledir. Tipo assim. Porto Alegre: RBS Publicações, 2003. p. 75-76 (Fragmento)



Rοiτ®

Paulo Freire

"Ensinar exige reconhecer que a educação é ideológica."

(Pedagogia da autonomia)