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domingo, 22 de novembro de 2009

Pobreza 'encoberta'


Pobreza também é sinônimo de fome, cf. Zygmunt Bauman, ja que existem outras questões relativas à pobreza que permanecem escondidas nas analises estatisticas divulgadas, como as péssimas condições de habitação, o analfabetismo, a ruina familiar, dentre outras. Daí que o conceito de 'pobreza relativa' ganha destaque nos estudos acadêmicos, como e o caso de Análise de Pobreza com Indicadores Multidimensionais: Uma Aplicação para Brasil e Minas Gerais (LOPES, Helger Marra et al. 2004). Resumem os autores: "Apesar de vários estudos de pobreza utilizarem ainda a abordagem unidimensional padrão baseada na renda, um crescente número de trabalhos aborda o problema através de um ponto de vista multidimensional – uma evidência da extraordinária influência da linha de pesquisa chamada “Human Capabilities”, proposta e desenvolvida por Amartya Sen. Este trabalho segue a perspectiva multidimensional no tratamento da pobreza no Brasil e em Minas Gerais, usando diversas informações do Censo Demográfico 2000, do Atlas da Criminalidade de Belo Hori zonte e do Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil que disponibilizam informações econômicas e sociais para unidades de análise individual e domiciliar. Estas informações podem ser agregadas a nível municipal bem como a maiores níveis de agregação geográfica. A metodologia enfatiza o grau de disseminação de alguns atributos básicos de bem estar entre as famílias, ponderando-os pelos seus respectivos níveis de escassez e, ainda, permite a análise por atributo e por domicílio. O trabalho inclui no cálculo do indicador de pobreza variáveis de saúde, crime, escolaridade, inserção no mercado de trabalho, infra-estrutura domiciliar e renda e considera diversos níveis de agregação geográfica: Brasil, Minas Gerais e Mesorregiões de Minas Gerais. Os resultados indicam que as ordenações de pobreza calculadas são afetadas pela inclusão de atributos adicionais em sua construção, corroborando a hipótese de que o índice de pobreza unidimensional, baseado na renda não é suficiente para identificar a extensão da pobreza numa determinada população."

LEIAM O TRABALHO APRESENTADO NO XIV ENCONTRO NACIONAL DE ESTUDOS POPULACIONAIS, ABEP, REALIZADO EM CAXUMBU, MG, EM 20- 24 de Setembro de 2004.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Governo perde controle da gripe suína

Divulgação: Boletim eletrônico PSTU, 27/07/2009

Número de casos não para de crescer e demonstra incapacidade dos governos de enfrentar pandemia

O Ministério da Saúde confirmou, no dia 16 de julho, 1.175 casos da gripe suína, chamada agora de gripe A. O estado de São Paulo concentra a maioria dos casos (512), seguido pelo Rio Grande do Sul (135) e pelo Rio de Janeiro (128). Pelo menos 15 pessoas morreram devido à gripe.

Os números divulgados se referem apenas a casos confirmados, e o total de pessoas infectadas pelo vírus transmissor da gripe A pode ser bem maior, já que o diagnóstico da doença é difícil e demorado. O aumento de casos também torna praticamente impossível o monitoramento de novas pessoas infectadas.
De qualquer maneira, os 1.175 casos confirmados da gripe suína revelam o descontrole da expansão do vírus. Algo que demonstra a completa incapacidade dos governos para enfrentar a situação. Em 15 dias, o número passou de 74 casos confirmados para 861 com uma morte confirmada.

A disseminação assustadora do vírus obrigou o governo federal a reconhecer que a transmissão da gripe já é local, ou seja, se dissemina sem a necessidade de haver contato com alguém que esteve no exterior. Pelo menos 28% dos casos comprovados foram transmitidos localmente.

Uma explicação para o descontrole

Enquanto o número de casos no Brasil aumentava, o governo federal não liberava as verbas necessárias para as ações de enfrentamento ao vírus. No dia 20 de maio uma medida provisória autorizou a utilização de R$129 milhões para a prevenção e o
enfrentamento de uma pandemia. Dois meses depois, apenas 7% do total anunciado foram aplicados no combate à gripe suína.

O Rio Grande do Sul, estado que tem o maior número de mortes causadas pela nova gripe, também não deu atenção à saúde da população. Na semana passada, a governadora Yeda Crusius (PSDB) rejeitou uma emenda popular à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2010, que destinava 12% da Receita Líquida de Impostos e Transferências (RLIT) para saúde. Para piorar, nos últimos seis anos, o governo reteve bilhões de reais da verba para os investimentos em saúde.

Leia o artigo na íntegra

PORTAL DO PSTU

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*Reunião da Conlutas debate luta internacionalista e ocupação do Haiti


LEIA NO PORTAL

DA LIGA INTERNACIONAL DOS TRABALHADORES

* Argentina: Um governo em crise que tenta retomar a iniciativa

*Índia:Repudiemos o "estado de terror" em Lalgarh


* Equador:O Governo de Correa ataca a Universidade Pública

Paulo Freire

"Ensinar exige reconhecer que a educação é ideológica."

(Pedagogia da autonomia)