Mostrando postagens com marcador pobreza relativa. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador pobreza relativa. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 4 de março de 2010

Demóstenes Torres defende cotas sociais em lugar de cotas raciais

Agência Brasil
Plantão, 03/03/2010, 15h17m

BRASÍLIA - O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal, Demóstenes Torres (DEM-GO), defendeu nesta quarta-feira, durante audiência pública no Supremo Tribunal Federal (STF), que o país adote cotas sociais que priorizem alunos de baixa renda e não cotas raciais.
Ao participar de audiência pública que trata de políticas afirmativas para a reserva de vagas no ensino superior, ele condenou a entrada de negros ricos por meio da política de cotas raciais e questionou números divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), que classifica a população em brancos, pretos e pardos.
- Somos mestiços. Nosso grande problema é a pobreza, que é estrutural. O racismo não é estrutural. Ao estabelecermos cotas raciais, estabelecemos que os negros ricos podem entrar por meio das cotas, o que é uma discriminação grave - diz o senador.
- Quem é discriminado no Brasil é apenas o negro ou será que nosso problema é em relação ao pobre, que nada possui independentemente de sua cor? Temos 19 milhões de brancos pobres. Qual o tratamento que vamos dar [a eles]? Eles também não têm uma escola boa e recebem salário inadequado -completa.
Demóstenes disse ainda que é um mito a afirmação de que as universidades públicas são feitas para ricos e as privadas, para os pobres. Ambas, segundo ele, concentram ricos.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Menos da metade dos jovens de 15 a 17 anos está no ensino médio, revela Ipea

Divulgação: Agência Brasil, 19/01 - 16:52 - Agência Brasil

Menos da metade dos jovens de 15 a 17 anos está cursando o ensino médio, etapa de ensino adequada para esta faixa etária, e apenas 13% dos jovens de 18 a 24 anos frequentavam o ensino superior em 2007. Esses são alguns destaques da pesquisa Juventude e Políticas Sociais no Brasil, lançado nesta terça-feira pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

* Brasil "chegou tarde" nas políticas para a juventude, diz presidente do Ipea
* Unesco: Brasil avança na educação, mas segue em posição intermediária

Para o diretor de estudos e políticas sociais do instituto, Jorge Abrahão, a educação é vista pelos jovens como uma força positiva. “Os jovens entendem a educação como um caminho para melhorar a vida. Mas o jovem enfrenta no processo de escolarização problemas de desigualdades de oportunidades”, aponta.

A cor, o nível de renda e o local onde mora o jovem interfere nas oportunidades de acesso. Em 2007, 57% dos brasileiros de 15 a 17 anos que residiam em áreas metropolitanas frequentavam o ensino médio, contra pouco menos de 31% no meio rural.

Abrahão destaca que o jovem ainda se divide entre os estudos e o mercado de trabalho e aqueles que conseguem frequentar a escola precisam lidar ainda com o problema da baixa qualidade do ensino. “A escola ainda está fundamentada em uma estrutura antiquada, o que torna para o jovem pouco atraente aquele período em que ele se mantém na escola”, diz.

Leia matéria completa, clicando AQUI

domingo, 22 de novembro de 2009

Pobreza 'encoberta'


Pobreza também é sinônimo de fome, cf. Zygmunt Bauman, ja que existem outras questões relativas à pobreza que permanecem escondidas nas analises estatisticas divulgadas, como as péssimas condições de habitação, o analfabetismo, a ruina familiar, dentre outras. Daí que o conceito de 'pobreza relativa' ganha destaque nos estudos acadêmicos, como e o caso de Análise de Pobreza com Indicadores Multidimensionais: Uma Aplicação para Brasil e Minas Gerais (LOPES, Helger Marra et al. 2004). Resumem os autores: "Apesar de vários estudos de pobreza utilizarem ainda a abordagem unidimensional padrão baseada na renda, um crescente número de trabalhos aborda o problema através de um ponto de vista multidimensional – uma evidência da extraordinária influência da linha de pesquisa chamada “Human Capabilities”, proposta e desenvolvida por Amartya Sen. Este trabalho segue a perspectiva multidimensional no tratamento da pobreza no Brasil e em Minas Gerais, usando diversas informações do Censo Demográfico 2000, do Atlas da Criminalidade de Belo Hori zonte e do Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil que disponibilizam informações econômicas e sociais para unidades de análise individual e domiciliar. Estas informações podem ser agregadas a nível municipal bem como a maiores níveis de agregação geográfica. A metodologia enfatiza o grau de disseminação de alguns atributos básicos de bem estar entre as famílias, ponderando-os pelos seus respectivos níveis de escassez e, ainda, permite a análise por atributo e por domicílio. O trabalho inclui no cálculo do indicador de pobreza variáveis de saúde, crime, escolaridade, inserção no mercado de trabalho, infra-estrutura domiciliar e renda e considera diversos níveis de agregação geográfica: Brasil, Minas Gerais e Mesorregiões de Minas Gerais. Os resultados indicam que as ordenações de pobreza calculadas são afetadas pela inclusão de atributos adicionais em sua construção, corroborando a hipótese de que o índice de pobreza unidimensional, baseado na renda não é suficiente para identificar a extensão da pobreza numa determinada população."

LEIAM O TRABALHO APRESENTADO NO XIV ENCONTRO NACIONAL DE ESTUDOS POPULACIONAIS, ABEP, REALIZADO EM CAXUMBU, MG, EM 20- 24 de Setembro de 2004.

Paulo Freire

"Ensinar exige reconhecer que a educação é ideológica."

(Pedagogia da autonomia)