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terça-feira, 28 de julho de 2009

“Epidemia” de gripe suína: ensaio global de controle social

Artigo completo

Divulgação: César Ortega*

Nosso companheiro César, em 25 de Maio de 2009 escreveu este artigo, considerando, não só a realidade de seu país, o México, como, também, partindo para o mundo, a fim de encaminhar para reflexão vários questionamentos.

César sutenta que:

"Durante as últimas semanas, alardeou-se por todo o mundo o perigo de uma pandemia que estaria sendo proliferada a partir do México. Por trás de todo o sensacionalismo explorado pela mídia, não haveriam interesses políticos, estes sim, muito mais perigosos?"

(...)

Segundo César, "a idéia da “epidemia mundial” não é senão uma grave deformação e exagero por parte da mídia e dos governos, como útil conjunção de diversas formas de controle social, e como esse cenário não resiste a uma análise crítica, se inserido no contexto sociopolítico mexicano. Estou tentando proporcionar vários links para a procura de mais informação e a sustentação das minhas teses, e espero que esses elementos sejam úteis, sobretudo, para desmanchar o medo e a desinformação nesta conjuntura, no qual se reuniram o poder da mídia, o poder do complexo militar-industrial, encabeçado pelo poder farmacêutico, e a cumplicidade de múltiplos níveis do “governo mundial”.


"Quantas pessoas afetadas por doenças mais comuns estão sendo ou foram levadas, pela psicose alimentada na mídia, a correr a procurar uma medicação, uma máscara, atenção sanitária, pensando que são afetadas por uma doença mortal? Quanto do estresse cotidiano é conduzido para a preocupação que está sendo levantada e sustentada pela mídia? Somente nos Estados Unidos, 36 mil pessoas morrem anualmente por causa de uma gripe normal… Quantas morrem no México e em todo o mundo por doenças curáveis e porque não têm o dinheiro para a medicação ou porque os sistemas de saúde não dão conta delas? Quantas por fome? Quantas mortes ocorrem diariamente nas favelas do Rio de Janeiro em resultado das políticas de “segurança pública”? Para quantas a crise econômica global está sendo mais letal que este novo vírus? Quantas pessoas sabem que o medicamento Tamiflu, indicado para a gripe suína, e que está sendo produzido e adquirido em massa, é fabricado, entre outras, pela firma norte-americana Gilead Sciences Inc., cujo conselho de acionistas é dirigido por nada menos que Donald Rumsfeld, o ex-ministro da defesa de G. W. Bush, e pelo visto o cérebro da continuidade da política exterior norte-americana?"


(...)

* O autor é mexicano, tem formação em Psicologia Social, cursa mestrado de estudos latino-americanos na UNAM (Universidad Nacional Autônoma de México), integra o coletivo mexicano Jóvenes en Resistencia Alternativa e não foi infectado pelo vírus.

Contato: mlnudo@hotmail.com

Leiam o artigo completo

Governo perde controle da gripe suína

Divulgação: Boletim eletrônico PSTU, 27/07/2009

Número de casos não para de crescer e demonstra incapacidade dos governos de enfrentar pandemia

O Ministério da Saúde confirmou, no dia 16 de julho, 1.175 casos da gripe suína, chamada agora de gripe A. O estado de São Paulo concentra a maioria dos casos (512), seguido pelo Rio Grande do Sul (135) e pelo Rio de Janeiro (128). Pelo menos 15 pessoas morreram devido à gripe.

Os números divulgados se referem apenas a casos confirmados, e o total de pessoas infectadas pelo vírus transmissor da gripe A pode ser bem maior, já que o diagnóstico da doença é difícil e demorado. O aumento de casos também torna praticamente impossível o monitoramento de novas pessoas infectadas.
De qualquer maneira, os 1.175 casos confirmados da gripe suína revelam o descontrole da expansão do vírus. Algo que demonstra a completa incapacidade dos governos para enfrentar a situação. Em 15 dias, o número passou de 74 casos confirmados para 861 com uma morte confirmada.

A disseminação assustadora do vírus obrigou o governo federal a reconhecer que a transmissão da gripe já é local, ou seja, se dissemina sem a necessidade de haver contato com alguém que esteve no exterior. Pelo menos 28% dos casos comprovados foram transmitidos localmente.

Uma explicação para o descontrole

Enquanto o número de casos no Brasil aumentava, o governo federal não liberava as verbas necessárias para as ações de enfrentamento ao vírus. No dia 20 de maio uma medida provisória autorizou a utilização de R$129 milhões para a prevenção e o
enfrentamento de uma pandemia. Dois meses depois, apenas 7% do total anunciado foram aplicados no combate à gripe suína.

O Rio Grande do Sul, estado que tem o maior número de mortes causadas pela nova gripe, também não deu atenção à saúde da população. Na semana passada, a governadora Yeda Crusius (PSDB) rejeitou uma emenda popular à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2010, que destinava 12% da Receita Líquida de Impostos e Transferências (RLIT) para saúde. Para piorar, nos últimos seis anos, o governo reteve bilhões de reais da verba para os investimentos em saúde.

Leia o artigo na íntegra

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DA LIGA INTERNACIONAL DOS TRABALHADORES

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Paulo Freire

"Ensinar exige reconhecer que a educação é ideológica."

(Pedagogia da autonomia)