
Descobrir o limite entre liberdade e autoritarismo em nossa prática docente não é tarefa das mais fáceis, mas não é por isto que não devamos trocar experiências e, por que não dizer, procurar em autores de referência o que a Pedagogia, a Filosofia, a Psicologia têm para nos auxiliar nisto que entendemos como um grande desafio de nossa atuação em sala de aula: quais os caminhos de que dispomos para auxiliar nossos alunos na compreensão do que diferencia a atitude egoísta do ato solidário? A dependência da autonomia? Ou seja, como despertar a crítica e a reflexão, através de debates em sala de aula, mantendo a disciplina suficiente, para garantir que todos (sem exceção) possam expressar suas verdades, aprendendo a respeitar a opinião alheia e se fazendo respeitar, em suas convicções?
Há muito que não aceitamos mais o que o senso comum tentava nos ensinar: “educação se traz de casa”, pois, o que vemos no ambiente escolar, na maioria das vezes, contraria esta afirmação.
Então, se ela não é item obrigatório, disputando espaço com celular, caderno, livros e canetas na mochila de nossos alunos, qual o espaço que lhe compete?
Ou devemos continuar “empurrando pra debaixo do tapete” aquilo que os PCN incluem em seus conteúdos - o saber ser – permanecendo com nossa prática em torno dos dados, conceitos e procedimentos.
Se os conteúdos atitudinais embasam o caráter e a personalidade a serem desenvolvidos pelos nossos alunos, por que não os trabalhamos efetivamente em toda a esfera da didática?
Para as nossas avaliações em testes, trabalhos e provas, elaboramos questões “cobrando” dados, conceitos e procedimentos. Mas, em que momento avaliamos (cientificamente falando) as atitudes de nossos alunos? Elas só existem para facilitar a separação que fazemos de alunos bagunceiros dos “nerds” e, assim, contribuímos com nossa parcela, isolando aqueles que receberão um tratamento diferenciado daqueles que, provavelmente, a vida cocluirá a exclusão definitiva iniciada em nossas salas-de-aula?
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