Espaço para encontro de educadores e todos os demais formadores que têm contribuído na produção de uma sociedade mais justa, alterando o quadro atual, quebrando paradigmas. As matérias são de responsabilidade dos autores, não expressando opinião institucional. Todo texto sujeita-se à aceitação dos moderadores e condicionamento ao Direito Digital, Ética e Cidadania na web. http://www.educarede.org.br/educa/img_conteudo/cartilha_tecnologianaeducacao.pdf http://www.patriciapeck.com.br/faq.asp
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
A batata quente da educação.
Machado de Assis (1839-1908), em Quincas Borba, publicada entre 15/06/1886 e 15/09/1891, na revista Estação, expõe a filosofia inventada por Quincas Borba, de que a vida é um campo de batalha onde só os mais fortes sobrevivem e os fracos e ingênuos são manipulados e aniquilados pelos superiores e espertos, que, em seu romance, ao final, terminam vivos e ricos.
Quincas Borba, protagonista, expõe o princípio de Humanitas a Rubião: “Não há morte. O encontro de duas expansões, ou expansão de duas formas pode determinar a supressão de uma delas” (p. 19). Daí que, para explicar melhor, criou a célebre frase: “Ao vencedor, as batatas”, passando a ser este o foco principal da obra:
“Supõe tu um campo de batatas e duas tribos famintas. As batatas chegam apenas para alimentar uma das tribos, que assim adquire forças para transpor a montanha e ir à outra vertente, onde há batatas em abundância; mas se as duas tribos dividirem em paz as batatas do campo, não chegam a nutrir-se suficientemente e morrerão de inanição. A paz, neste caso, é a destruição; a guerra, é a conservação.” (p. 19)
Então, uma das tribos extermina a outra e recolhe seus despojos, alegrando-se com a vitória, dançando e cantando. Segundo o Quincas, expondo sua filosofia, se a guerra não fosse isso, não existiriam tais demonstrações de alegria. “Ao vencido, ódio ou compaixão; Ao vencedor, as batatas.”
Seria este, também, o princípio norteador da Escola: a conservação do si mesmo através da derrota do outro? O sucesso no fracasso do colega? A vitória diante do revés do amigo? Se a o objetivo da educação é tornar o educando um ser socialmente produtivo, um cidadão pleno em sua participação, anulando as individualidades, competindo pelos melhores resultados, o contrário não seria o desafio de tornar o currículo adaptável às necessidades de emancipação e desenvolvimento de uma consciência livre em busca da felicidade?
Entretanto, a escolarização, que forja e reforça, no imaginário da juventude, a necessidade da produção e do consumo, da competição e do acúmulo, como valores de empoderamento, entendo como um deslocamento de sua função primordial, i.e., cf. Marcuse, em Eros e Civilização, ao invés do desenvolvimento “de um homem com boa consciência para fazer da vida um fim em si mesmo, para viver com alegria uma vida sem medo.” (pp. 8-9)
Julio Cesar Roitberg
Marcadores:
currículo,
educação,
escola,
Herbert Marcuse,
Machado de Assis,
Quincas Borba
domingo, 22 de agosto de 2010
Plebiscito popular pelo limite da propriedade da terra - Ato político e cultural
Divulgação: Luiz Cláudio
Cel.: (21) 7616-2381 (Claro Rio)
Junte-se à ESQUERDA MARXISTA
www..marxismo.org.br
Cel.: (21) 7616-2381 (Claro Rio)
Junte-se à ESQUERDA MARXISTA
www..marxismo.org.br
Marcadores:
plebiscito,
propriedade,
terra política
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Principal defensora dos "provões" muda de opinião e critica modelo
Divulgação: Sergio Auenheimer
SEPERJ
Sindicato Estadual dos
Profissionais de Educação do RJ.
Em 2/8/2010
Leia abaixo a entrevista no jornal Estado de São Paulo de uma das principais defensoras dos "provões " e avaliações de alunos e professores no Estados Unidos, Diane Ravitch - que influenciou inclusive os governos aqui no Brasil. Mas ela mudou de posição e afirma que "o sistema em vigor nos Estados Unidos está formando apenas alunos treinados para fazer uma avaliação", numa crítica muito próxima àquela que o Sepe faz ao sistema que a prefeitura tenta implementar na rede municipal de educação. Eis a entrevista, na íntegra:
Uma das principais defensoras da reforma educacional americana - baseada em metas, testes padronizados, responsabilização do professor pelo desempenho do aluno e fechamento de escolas mal avaliadas - mudou de ideia. Após 20 anos defendendo um modelo que serviu de inspiração para outros países, entre eles o Brasil, Diane Ravitch diz que, em vez de melhorar a educação,Secretária-adjunta de Educação e conselheira do secretário de Educação na administração de George Bush, Diane foi indicada pelo ex-presidente Bill Clinton para assumir o National Assessment Governing Board, instituto responsável pelos testes federais. Ajudou a implementar os programas No Child Left Behind e Accountability, que tinham como proposta usar práticas corporativas, baseadas em medição e mérito, para melhorar a educação.
Suas revisão de conceitos foi apresentada no livro The Death and Life of the Great American School System (a morte e a vida do grande sistema escolar americano), lançado no mês passado nos EUA. O livro, sem previsão de edição no Brasil, tem provocado intensos debates entre especialistas e gestores americanos. Leia entrevista concedida por Diane ao Estado.
Por que a senhora mudou de ideia sobre a reforma educacional americana?
Eu apoiei as avaliações, o sistema de accountability (responsabilização de professores e gestores pelo desempenho dos estudantes) e o programa de escolha por muitos anos, mas as evidências acumuladas nesse período sobre os efeitos de todas essas políticas me fizeram repensar. Não podia mais continuar apoiando essas abordagens. O ensino não melhorou e identificamos apenas muitas fraudes no processo.
Em sua opinião, o que deu errado com os programas No Child Left Behind e Accountability?
O No Child Left Behind não funcionou por muitos motivos. Primeiro, porque ele estabeleceu um objetivo utópico de ter 100% dos estudantes com proficiência até 2014. Qualquer professor poderia dizer que isso não aconteceria - e não aconteceu. Segundo, os Estados acabaram diminuindo suas exigências e rebaixando seus padrões para tentar atingir esse objetivo utópico. O terceiro ponto é que escolas estão sendo fechadas porque não atingiram a meta. Então, a legislação estava errada, porque apostou numa estratégia de avaliações e responsabilização, que levou a alguns tipos de trapaças, manobras para driblar o sistema e outros tipos de esforços duvidosos para alcançar um objetivo que jamais seria atingido. Isso também levou a uma redução do currículo, associado a recompensas e punições em avaliações de habilidades básicas em leitura e matemática. No fim, essa mistura resultou numa lei ruim, porque pune escolas, diretores e professores que não atingem as pontuações mínimas.
Qual é o papel das avaliações na educação? Em que elas contribuem? Quais são as limitações?
Avaliações padronizadas dão uma fotografia instantânea do desempenho. Elas são úteis como informação, mas não devem ser usadas para recompensas e punições, porque, quando as metas são altas, educadores vão encontrar um jeito de aumentar artificialmente as pontuações. Muitos vão passar horas preparando seus alunos para responderem a esses testes, e os alunos não vão aprender os conteúdos exigidos nas disciplinas, eles vão apenas aprender a fazer essas avaliações. Testes devem ser usados com sabedoria, apenas para dar um retrato da educação, para dar uma informação. Qualquer medição fica corrompida quando se envolve outras coisas num teste.
Na sua avaliação, professores também devem ser avaliados?
Professores devem ser testados quando ingressam na carreira, para o gestor saber se ele tem as habilidades e os conhecimentos necessários para ensinar o que deverá ensinar. Eles também devem ser periodicamente avaliados por seus supervisores para garantir que estão fazendo seu trabalho.
E o que ajudaria a melhorar a qualidade dos professores?
Isso depende do tipo de professor. Escolas precisam de administradores experientes, que sejam professores também, mais qualificados. Esses profissionais devem ajudar professores com mais dificuldades.
Com base nos resultados da política educacional americana, o que realmente ajuda a melhorar a educação?
As melhores escolas têm alunos que nasceram em famílias que apoiam e estimulam a educação. Isso já ajuda muito a escola e o estudante. Toda escola precisa de um currículo muito sólido, bastante definido, em todas as disciplinas ensinadas, leitura, matemática, ciências, história, artes. Sem essa ênfase em um currículo básico e bem estruturado, todo o resto vai se resumir a desenvolver habilidades para realizar testes. Qualquer ênfase exagerada em processos de responsabilização é danosa para a educação. Isso leva apenas a um esforço grande em ensinar a responder testes, a diminuir as exigências e outras maneiras de melhorar a nota dos estudantes sem, necessariamente, melhorar a educação.
O que se pode aprender da reforma educacional americana?
A reforma americana continua na direção errada. A administração do presidente Obama continua aceitando a abordagem punitiva que começamos no governo Bush. Privatizações de escolas afetam negativamente o sistema público de ensino, com poucos avanços de maneira geral. E a responsabilização dos professores está sendo usada de maneira a destruí-los.
Quais são os conceitos que devem ser mantidos e quais devem ser revistos?
A lição mais importante que podemos tirar do que foi feito nos Estados Unidos é que o foco deve ser sempre em melhorar a educação e não simplesmente aumentar as pontuações nas provas de avaliação. Ficou claro para nós que elas não são necessariamente a mesma coisa. Precisamos de jovens que estudaram história, ciência, geografia, matemática, leitura, mas o que estamos formando é uma geração que aprendeu a responder testes de múltipla escolha. Para ter uma boa educação, precisamos saber o que é uma boa educação. E é muito mais que saber fazer uma prova. Precisamos nos preocupar com as necessidades dos estudantes, para que eles aproveitem a educação.
QUEM É
É pesquisadora de educação da Universidade de Nova York. Autora de vários livros sobre sistemas educacionais, foi secretária-adjunta de Educação e conselheira do secretário de Educação entre 1991 e 1993, durante o governo de George Bush. Foi indicada pelo ex-presidente Bill Clinton para o National Assessment Governing Board, órgão responsável pela aplicação dos testes educacionais americanos.
SEPERJ
Sindicato Estadual dos
Profissionais de Educação do RJ.
Em 2/8/2010
Leia abaixo a entrevista no jornal Estado de São Paulo de uma das principais defensoras dos "provões " e avaliações de alunos e professores no Estados Unidos, Diane Ravitch - que influenciou inclusive os governos aqui no Brasil. Mas ela mudou de posição e afirma que "o sistema em vigor nos Estados Unidos está formando apenas alunos treinados para fazer uma avaliação", numa crítica muito próxima àquela que o Sepe faz ao sistema que a prefeitura tenta implementar na rede municipal de educação. Eis a entrevista, na íntegra:
Uma das principais defensoras da reforma educacional americana - baseada em metas, testes padronizados, responsabilização do professor pelo desempenho do aluno e fechamento de escolas mal avaliadas - mudou de ideia. Após 20 anos defendendo um modelo que serviu de inspiração para outros países, entre eles o Brasil, Diane Ravitch diz que, em vez de melhorar a educação,Secretária-adjunta de Educação e conselheira do secretário de Educação na administração de George Bush, Diane foi indicada pelo ex-presidente Bill Clinton para assumir o National Assessment Governing Board, instituto responsável pelos testes federais. Ajudou a implementar os programas No Child Left Behind e Accountability, que tinham como proposta usar práticas corporativas, baseadas em medição e mérito, para melhorar a educação.
Suas revisão de conceitos foi apresentada no livro The Death and Life of the Great American School System (a morte e a vida do grande sistema escolar americano), lançado no mês passado nos EUA. O livro, sem previsão de edição no Brasil, tem provocado intensos debates entre especialistas e gestores americanos. Leia entrevista concedida por Diane ao Estado.
Por que a senhora mudou de ideia sobre a reforma educacional americana?
Eu apoiei as avaliações, o sistema de accountability (responsabilização de professores e gestores pelo desempenho dos estudantes) e o programa de escolha por muitos anos, mas as evidências acumuladas nesse período sobre os efeitos de todas essas políticas me fizeram repensar. Não podia mais continuar apoiando essas abordagens. O ensino não melhorou e identificamos apenas muitas fraudes no processo.
Em sua opinião, o que deu errado com os programas No Child Left Behind e Accountability?
O No Child Left Behind não funcionou por muitos motivos. Primeiro, porque ele estabeleceu um objetivo utópico de ter 100% dos estudantes com proficiência até 2014. Qualquer professor poderia dizer que isso não aconteceria - e não aconteceu. Segundo, os Estados acabaram diminuindo suas exigências e rebaixando seus padrões para tentar atingir esse objetivo utópico. O terceiro ponto é que escolas estão sendo fechadas porque não atingiram a meta. Então, a legislação estava errada, porque apostou numa estratégia de avaliações e responsabilização, que levou a alguns tipos de trapaças, manobras para driblar o sistema e outros tipos de esforços duvidosos para alcançar um objetivo que jamais seria atingido. Isso também levou a uma redução do currículo, associado a recompensas e punições em avaliações de habilidades básicas em leitura e matemática. No fim, essa mistura resultou numa lei ruim, porque pune escolas, diretores e professores que não atingem as pontuações mínimas.
Qual é o papel das avaliações na educação? Em que elas contribuem? Quais são as limitações?
Avaliações padronizadas dão uma fotografia instantânea do desempenho. Elas são úteis como informação, mas não devem ser usadas para recompensas e punições, porque, quando as metas são altas, educadores vão encontrar um jeito de aumentar artificialmente as pontuações. Muitos vão passar horas preparando seus alunos para responderem a esses testes, e os alunos não vão aprender os conteúdos exigidos nas disciplinas, eles vão apenas aprender a fazer essas avaliações. Testes devem ser usados com sabedoria, apenas para dar um retrato da educação, para dar uma informação. Qualquer medição fica corrompida quando se envolve outras coisas num teste.
Na sua avaliação, professores também devem ser avaliados?
Professores devem ser testados quando ingressam na carreira, para o gestor saber se ele tem as habilidades e os conhecimentos necessários para ensinar o que deverá ensinar. Eles também devem ser periodicamente avaliados por seus supervisores para garantir que estão fazendo seu trabalho.
E o que ajudaria a melhorar a qualidade dos professores?
Isso depende do tipo de professor. Escolas precisam de administradores experientes, que sejam professores também, mais qualificados. Esses profissionais devem ajudar professores com mais dificuldades.
Com base nos resultados da política educacional americana, o que realmente ajuda a melhorar a educação?
As melhores escolas têm alunos que nasceram em famílias que apoiam e estimulam a educação. Isso já ajuda muito a escola e o estudante. Toda escola precisa de um currículo muito sólido, bastante definido, em todas as disciplinas ensinadas, leitura, matemática, ciências, história, artes. Sem essa ênfase em um currículo básico e bem estruturado, todo o resto vai se resumir a desenvolver habilidades para realizar testes. Qualquer ênfase exagerada em processos de responsabilização é danosa para a educação. Isso leva apenas a um esforço grande em ensinar a responder testes, a diminuir as exigências e outras maneiras de melhorar a nota dos estudantes sem, necessariamente, melhorar a educação.
O que se pode aprender da reforma educacional americana?
A reforma americana continua na direção errada. A administração do presidente Obama continua aceitando a abordagem punitiva que começamos no governo Bush. Privatizações de escolas afetam negativamente o sistema público de ensino, com poucos avanços de maneira geral. E a responsabilização dos professores está sendo usada de maneira a destruí-los.
Quais são os conceitos que devem ser mantidos e quais devem ser revistos?
A lição mais importante que podemos tirar do que foi feito nos Estados Unidos é que o foco deve ser sempre em melhorar a educação e não simplesmente aumentar as pontuações nas provas de avaliação. Ficou claro para nós que elas não são necessariamente a mesma coisa. Precisamos de jovens que estudaram história, ciência, geografia, matemática, leitura, mas o que estamos formando é uma geração que aprendeu a responder testes de múltipla escolha. Para ter uma boa educação, precisamos saber o que é uma boa educação. E é muito mais que saber fazer uma prova. Precisamos nos preocupar com as necessidades dos estudantes, para que eles aproveitem a educação.
QUEM É
É pesquisadora de educação da Universidade de Nova York. Autora de vários livros sobre sistemas educacionais, foi secretária-adjunta de Educação e conselheira do secretário de Educação entre 1991 e 1993, durante o governo de George Bush. Foi indicada pelo ex-presidente Bill Clinton para o National Assessment Governing Board, órgão responsável pela aplicação dos testes educacionais americanos.
Marcadores:
avalilação,
professores,
provão,
SEPEJ
segunda-feira, 19 de julho de 2010
Rede privada domina melhores do Enem 2009Entre as mil escolas com melhor desempenho no exame, 91% são particulares.
Entre as mil escolas com melhor desempenho no exame, 91% são particulares. Todas as estaduais da lista são técnicas
Priscila Borges, IG Brasília,07/2010
Os resultados do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2009 revelam uma supremacia das particulares no topo do ranking. Entre as mil escolas que oferecem ensino médio regular com melhor desempenho nas provas objetivas e na redação, 91% são da rede privada. As médias dos 912 colégios em questão variaram de 641,11 a 749,70 pontos.
Nessa lista, apenas 88 escolas públicas aparecem. Sessenta delas são federais, 26 estaduais e apenas duas municipais. Entre as estaduais e municipais, todas são técnicas ou coordenadas por universidades, exceto o Colégio Municipal Castro Alves, em Posse (GO) e o Centro Estadual de Ensino Médio Tiradentes, em Porto Alegre (RS).
Essas escolas públicas representam apenas 8,8% dos colégios que aparecem no topo do desempenho no Enem, apesar de a rede pública ser responsável por 88% das matrículas do País no ensino médio. Os resultados serão liberados nesta segunda-feira pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
Do lado oposto, a lista das 1 mil escolas com desempenho mais baixo no Enem 2009 é composta, em sua maioria por escolas estaduais. Há 979 colégios de todos os estados, exceto o Distrito Federal, nesse grupo. As médias variam de 249,25 a 461,45. Vale lembrar que nota 500 é média de todos os estudantes concluintes do ensino médio, segundo o Inep. Além das estaduais, entre as piores, há 18 escolas municipais e apenas três privadas (duas são rurais).
Leia matéria completa
Escolas municipais terão reforço de trainees com salário de R$ 2.500,00
Divulgado por Fabiana Rodrigues , em 19 de julho de 2010 2:25:50
Fonte: O Globo, 17/07/2010
Novidade
Ruben Berta
RIO - O Rio de Janeiro será a primeira escala para a chegada ao Brasil de uma rede internacional de formação de líderes na área de educação: a Teach for All (Ensino para Todos). A partir de agosto, começará a ser realizada a seleção de 40 universitários e profissionais recém-formados em qualquer área de conhecimento, que participarão de um programa de trainee em colégios da rede municipal de ensino. No ano que vem, eles iniciarão um período de dois anos auxiliando com aulas de reforço de aprendizagem para estudantes de unidades localizadas em áreas de risco, as Escolas do Amanhã.
O programa Teach For All está atualmente em 13 países e já formou mais de 17 mil profissionais. No Brasil, sua versão foi chamada de Ensina!. O projeto do Rio de Janeiro, seguindo o padrão internacional, será uma parceria público-privada. Dois terços do investimento sairão de empresas e um terço será bancado pela Secretaria municipal de Educação. Os trainees receberão salários em torno de R$ 2.500, equivalente ao de um professor de 40 horas do ensino regular. Os selecionados passarão por um curso de cinco semanas, de manejo de sala de aula, antes de começarem o trabalho nas escolas.
- No médio e no longo prazo, o projeto tem a importância de criar uma rede de pessoas que poderá influenciar não só no desenvolvimento da educação, como em reformas que influam no desenvolvimento do país. Pessoalmente, os trainees vão levar a experiência do contato com a realidade social das escolas. E são técnicas de ensino que podem ser expandidas - afirma a diretora-executiva do Ensina!, Maíra Pimentel.
A direção do Ensina! já começou a entrar em contato com as principais universidades do Rio. Após as inscrições, os candidatos passarão por um processo rigoroso de seleção, com provas dinâmicas e entrevistas. O programa terá parceria com grandes empresas que atestarão a qualidade do trabalho, para auxiliar na inserção dos profissionais no mercado de trabalho após o período como trainee.
Fonte: O Globo, 17/07/2010
Novidade
Escolas municipais terão reforço de trainees
Publicada em 17/07/2010 às 19h35mRuben Berta
RIO - O Rio de Janeiro será a primeira escala para a chegada ao Brasil de uma rede internacional de formação de líderes na área de educação: a Teach for All (Ensino para Todos). A partir de agosto, começará a ser realizada a seleção de 40 universitários e profissionais recém-formados em qualquer área de conhecimento, que participarão de um programa de trainee em colégios da rede municipal de ensino. No ano que vem, eles iniciarão um período de dois anos auxiliando com aulas de reforço de aprendizagem para estudantes de unidades localizadas em áreas de risco, as Escolas do Amanhã.
" Pessoalmente, os trainees vão levar a experiência do contato com a realidade social das escolas "
- No médio e no longo prazo, o projeto tem a importância de criar uma rede de pessoas que poderá influenciar não só no desenvolvimento da educação, como em reformas que influam no desenvolvimento do país. Pessoalmente, os trainees vão levar a experiência do contato com a realidade social das escolas. E são técnicas de ensino que podem ser expandidas - afirma a diretora-executiva do Ensina!, Maíra Pimentel.
A direção do Ensina! já começou a entrar em contato com as principais universidades do Rio. Após as inscrições, os candidatos passarão por um processo rigoroso de seleção, com provas dinâmicas e entrevistas. O programa terá parceria com grandes empresas que atestarão a qualidade do trabalho, para auxiliar na inserção dos profissionais no mercado de trabalho após o período como trainee.
sábado, 17 de julho de 2010
Um desabafo indignado!
Registrando e divulgando: por Euler Costa, em 17/07/2010).
Não sei nem por onde começar. A minha indignação, revolta e raiva são tão grandes que ainda estou atordoado. Não consigo acreditar que uma criança morra estudando em sua sala de aula, vitima de um tiro de fuzil. A idéia é absurda e sul – real. Não consigo e não vou nunca (graças a Deus) me acostumar com esse tipo de barbárie. Uma criança de 12 anos, um filho, um neto, um sobrinho, um aluno, um amigo; morto brutalmente pala barbárie de uma política boçal de “ENFRENTAMENTO” sem medidas, sem freio, sem propósitos, a não ser eleitoreiros.
O Rio dividido. Para as classes A, B e C, tratamento VIP, traduzido em UPP’s; já para o resto um tratamento VPI (Vão para o Inferno), ou seja, a bala!
A secretária de “educação” disse em seu veículo oficial de comunicação (Twitter): “Nossa criança”....”inaceitável”, disse ela. Ora, a quem vê crianças como números quantificáveis através de inúmeras avaliações e busca de resultados e no mínimo estranho o uso do termo “nossa criança”; e “inaceitável” é como todas e adultos a tempos tem sido tratados de forma ipócrita e frigida pelo estado.
Nenhuma manifestação do prefeito, que estava muito ocupado e o governador idem. Afinal não seria mais uma criança da favela morta em uma operação da PM em horário escolar, em uma comunidade pobre no subúrbio do Rio, que impediria a ambos de participar de um comício já marcado (quem mandou a o garoto morrer justo ontem), no centro do ao lado do presidente e da futura presidenta do Brasil!
Todos juntos em uma grande festa da democracia. Todos celebrando a liberdade democrática, onde um prefeito em exercício e campanha, se junta a um governador em exército e campanha, a um presidente em exercício e campanha pela sua candidata a presidência da República. Realmente é algo dantesco ver em um mesmo noticiário o fato de uma criança marta em sua sala de aula e no mesmo noticiário, que ocorreu poucas horas depois, um comício que reuniu as maiores autoridades do Estado e do País, como se nada de anormal estivesse acontecido. Talvez porque não tenha mesmo acontecido nada de anormal. A anormalidade que eu vejo, outros possivelmente encarem com naturalidade.
Confesso estar completamente tomado pela emoção enquanto escrevo. Mas que bom que seja assim. Sinal de que continuo humano.
Que Deus ampare a esse anjo e a toda sua família. Que Deus ampare a todos nós.
Posso não mundar o mundo, mas me calar jamais!
Desculpem pelo desabafo.
Marcadores:
barbárie,
Eduardo Paes,
educação,
eleições,
extermínio,
genocídio,
polícia militar,
prefeitura,
rj,
violência
Assinar:
Postagens (Atom)

